Brasil tem queda nas vendas de smartphones em abril e maio

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O mais recente levantamento da IDC no Brasil apurou que a comercialização dos aparelhos teve queda avaliada em 1% no mês de abril e 16% em maio, na comparação com o mesmo período de 2014.

Os números podem representar uma forte reversão no mercado de smartphones, o que fez a empresa especializada em inteligência de mercado rever as estimativas de vendas desses produtos até o final do ano. A companhia já havia divulgado na última semana uma queda de quase 20% na venda de tablets em todo País, no primeiro trimestre do ano.

Um dos argumentos da companhia para explicar os resultados no mercado de smartphones, dão conta de que os smartphones “não estão mais blindados em relação ao momento econômico que atravessa no Brasil”, afirmou um comunicado.

Segundo o levantamento, as vendas somaram 4,8 milhões de unidades negociadas em abril e carca de 3,8 milhões em maio, ou seja, quase um milhão a menos, de um mês para o outro.

Já para o segundo trimestre do ano, a previsão da IDC Brasil é de queda nas vendas, na casa dos 12% em comparação com todo o período de 2014. A previsão anterior era de ao menos 5% de crescimento neste mercado.

O mercado de smartphones cresceu cerca de 56% no último ano, totalizando 54,5 milhões de unidades vendidas. Já para este ano o IDC prevê, já com estimativas revistas, uma variação oficialmente negativa, mas ainda sem detalhes percentuais.

Abril e maio são meses historicamente positivos para o mercado de celulares inteligentes, já que coincide com datas especiais para o varejo, como dia das mães e também o dia dos namorados.

Ainda assim, a alta do dólar gerou repasses de preços ao consumidor e os aparelhos intermediários ficaram de R$ 30 a R$ 60 mais caros, enquanto os tops de linha tiveram reajuste entre R$ 100 a R$ 200.

Outro motivo para a desaceleração aferida pela consultoria foi a redução no poder de consumo e também a confiança do consumidor brasileiro, marcadas pelas medidas de ajuste fiscal do governo federal, demissões em massa em diferentes setores da economia e também a diminuição dos gastos domésticos, por conta do encarecimento de produtos nas prateleiras dos supermercados.


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