México pode ter a primeira cidade a limitar o número de carros do Uber

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A capital do país, Cidade do México, pode se tornar a primeira no mundo a limitar o número de carros do polêmico app de corridas, o Uber.

A companhia com sede em São Francisco, no estado da Califórnia (EUA), também poderá ser obrigada a usar veículos que custem no mínimo 250 mil pesos mexicanos, o equivalente a US$ 15,88 mil dólares. Além disso, os veículos não poderão ter mais de sete anos, de acordo com um projeto de lei do governo local, obtido pela agência Reuters na última semana.

Uma autoridade da capital, que trabalha no setor de regulação comercial, confirmou à imprensa os detalhes do documento, protocolado no último dia 9 de Julho. O papel deve ser finalizado na semana que vem, já que os detalhes do projeto ainda estão sendo negociados.

O Uber informou que não vai comentar o assunto, uma vez que não tem ciência do projeto. Também colaborou para o silêncio da companhia, a falta de detalhes sobre o limite de carros em operação, o que ainda será decidido pela secretaria de transportes da Cidade do México.

A regulação local do app, se for confirmada, será a primeira a ser aplicada contra o Uber na região da América Latina e também se aplica a outros aplicativos de corridas, como o concorrente Cabify.

O diretor global de políticas públicas do Uber, Corey Owens, declarou no final da última semana se opor fortemente a uma limitação de sua frota.

A companhia informou, também na última semana, que os motoristas do app sofreram intimidação em localidades da África do Sul, no começo de julho.

Os problemas ocorrem após um protesto na última semana, por membros de associações de taxistas. os motoristas dos carros tradicionais alegam que o aplicativo compete deslealmente por negócios neste setor.

Os protestos são o desafio mais recente para o Uber, que tem sofrido uma forte oposição em várias cidades em todo o mundo. No Brasil, a companhia já enfrentou protestos e até uma votação desfavorável na Câmara de Vereadores de São Paulo.

Já na França, além da proibição de seu funcionamento, dois dos executivos da companhia no País estão presos e já devem ser julgados em setembro, numa tentativa do governo francês de intimidar o funcionamento dos apps e satisfazer os motoristas de táxi em atividade nas maiores cidades francesas.


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