Samsung define batalha sobre fusão avaliada em US$ 8 bilhões

EmpresasGestãoNegóciosResultados

A família fundadora do grupo Samsung conquistou uma vitória apertada em meio à disputa histórica, derrotando investidores ativistas que se opunham a um acordo avaliado em US$ 8 bilhões.

A iniciativa consolida o domínio da nova geração da família Lee sobre o maior conglomerado oriundo da da Coreia do Sul, em tamanho de faturamento.

Durante uma assembleia de acionistas, os investidores da construtora Samsung C&T aprovaram a aquisição da empresa pela irmã Cheil Industries, holding controladora da Samsung, em uma operação toda baseada em ações, sem envolver nenhuma quantia em dinheiro.

Uma margem necessária de dois terços dos votos para a aprovação, quase 70% dos investidores, pouco mais do que o um terço necessário, apoiaram a transação.

O fundo de hedge norte-americano Elliott Associates, que detém 7,1% dos papéis da Samsung C&T, liderou a oposição contra o acordo, informando a subestimada avaliação do valor da empresa.

Essa visão era compartilhada por um grupo de investidores de varejo, que viram a fusão como um reforço ainda maior do controle da família Lee sobre a Samsung Eletronics, passando por cima dos interesses de investidores minoritários.

“Enquanto o acordo irá impulsionar a reestruturação da Samsung, a empresa perdeu a fé de muitos acionistas estrangeiros e minoritários,” declarou à agência de notícias Reuters o representante dos acionistas minoritários contrários à fusão, Kang Dong-oh.

Cada uma das duas companhias têm parcelas de outras empresas chave do grupo, incluindo a gigante de tecnologia, Samsung Electronics. A fusão C&T-Cheil consolida as holdings do grupo em uma única entidade fortemente controlada por Jay Lee e suas duas irmãs, herdeiros do idoso patriarca Lee Kun-hee, que está hospitalizado desde o ano passado, quando teve um ataque cardíaco, aos 72 anos de idade.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor