Samsung lança ofensiva às vésperas de votação sobre fusão de US$ 8 bilhões

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A quatro dias de uma importante votação, uma empresa do grupo Samsung tenta convencer os investidores a apoiar a fusão, avaliada em aproximadamente US$ 8 bilhões.

O negócio, se aprovado, deve unir duas companhias co-irmãs e pode representar uma operação chave para o futuro do maior conglomerado familiar da Coreia do Sul.

Detentores de aproximadamente um terço das ações da Samsung C&T Corp já indicaram que vão apoiar o plano, enquanto os votos de mais de metade dos acionistas ainda não são publicamente conhecidos.

A votação vai ocorrer em 17 de julho, durante uma assembleia de acionistas. O acordo precisa contar com o apoio de pelo menos dois terços dos votos para ser aprovado.

Em caso de um resultado positivo, a fusão com a Cheil Industries, holding da Samsung, fortaleceria o controle da família Lee sobre o grupo e facilitaria a sucessão geracional da cadeia de empresas.

O patriarca de 73 anos da companhia, Lee Kun-hee, está hospitalizado desde que teve um ataque cardíaco no final do ano passado.

O fundo norte-americano Elliott Associates alega que os termos da oferta da Cheil desvalorizam a C&T e por isso promoveu uma forte campanha contra a aprovação do acordo, que corre, inclusive, nos tribunais de Seul.

Independentemente do resultado deste raro caso de ativismo de acionistas na Coreia do Sul, a batalha deve influenciar como os conglomerados familiares conduzem seus negócios, em um país com a economia dominada por muito tempo, em outras gigantes como a LG Eletronics e o Grupo Hyundai.


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