Solução brasileira em nuvem previne ataque digital em massa

CloudSegurança

Com investimento de R$ 10 milhões em sistema de proteção contra ameaças hackers mitigando ataques na origem, UPX espera aumento de 200% em sua receita ainda este ano.

Criada em 2002 em Campinas (SP), a UPX technologies há dois anos se antecipa à realidade crescente da demanda por prevenção a ameaças virtuais. Neste período, investiu R$ 10 milhões para oferecer ao mercado a tecnologia utilizada internamente, a fim de aumentar a segurança e prevenir ataques DDoS aos portais dos bancos, lojas virtuais, universidades, companhias aéreas e órgãos governamentais, com a Cloud Security and Performance Solution.

Para Bruno Prado, fundador e CEO da UPX, que é responsável por 5% de todo o tráfego de Internet no Brasil, a medida preventiva, com ações de mitigação ao primeiro sinal de mobilização anormal de tráfego, é a melhor e mais eficaz.

“Muitas empresas utilizam um hardware conectado para blindar o sistema no momento do ataque, mas a maneira mais efetiva é pela nuvem, para detectar o tráfego anormal antes que ele chegue”, explica o executivo.

O executivo fala por experiência própria. A partir da estrutura já desenvolvida pela UPX para serviços pioneiros de transmissão de áudio e vídeo em streaming no Brasil, percebeu que teria como dar suporte em segurança virtual às organizações. Hoje tem forte atuação também no mercado internacional e utiliza uma grande rede de distribuição de conteúdo pela Internet, conhecida como CDN – Content Delivery Network, por meio de mais de 7 mil servidores próprios espalhados por todos os continentes. Essa capilaridade faz com que os dados sejam enviados pelo datacenter mais próximo do usuário, garantindo performance e segurança de tráfego.

Diferentemente dos sistemas de mitigação por hardware, que são plugados para entrar em ação quando o ataque acontece e tiram o site do ar momentaneamente para evitar maiores danos (com a clássica mensagem de “tempo de resposta expirado”), a solução em nuvem detecta o tráfego anormal mais próximo de sua origem e evita que estes ataques cheguem à infraestrutura protegida.

“A maioria dos ataques vem de países como China, Estados Unidos e Rússia. Por meio da nossa nuvem, conseguimos identificar a anomalia do tráfego nos servidores próximos a esses países, muito antes de chegar aos sites brasileiros”, ressalta Bruno. A UPX inspeciona esse volume, que pode alcançar centenas de gigabytes por segundo, e filtra quem é usuário legítimo e quem são as conexões maliciosas. “Se ainda assim ultrapassar a capacidade, a rede está preparada para absorver a demanda sem comprometer o serviço, normalizando a velocidade do site em até um minuto, já que a performance está em nosso DNA”, explica.

Com o crescimento da demanda nacional e internacional por segurança, e o assunto cada vez mais presente na imprensa, a empresa – que tem 250 colaboradores e conta com escritório em Miami (EUA) – espera incrementar sua receita em até 200% ainda neste ano.


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