Telecom Italia pretende indicar vice presidência da TIM

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A Telecom Italia informou que vai reforçar as operações de sua subsidiária no Brasil, a TIM Participações, com a soma de um novo vice presidente de operações.

O profissional vai colaborar com a recuperação das vendas e também deve preparar a companhia para uma possível consolidação do mercado. As informações foram apuradas pela agência de notícias Reuters, com duas fontes familiarizadas com o assunto aqui no País.

Para a missão, a tele italiana vai indicar Pietro Labriola, um executivo de carreira da companhia na Europa. A companhia deve anunciar na próxima semana a data de início das atividades de Labriola, que deverá ficar baseado na sede brasileira da TIM, localizada na Barra da Tijuca, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro.

A companhia se recusou a falar sobre o assunto em seu país de origem, enquanto os representantes da TIM Participações não foram localizados para comentar o assunto.

A empresa pode estar em busca de um rearranjo de todas as suas operações, com informações e decisões ainda bastante incertas. Primeiro cogitou-se que a operadora poderia ser alvo de uma compra no Brasil e até na Itália.

Isso depois que o grupo francês de mídia Vivendi se desfez de todas as suas participações no setor global de telecomunicações, mas voltou atrás, ao aceitar como pagamento pela venda da GVT à Telefónica, um total de papeis da Telecom Italia que a transformaria em acionista majoritária do grupo.

Além disso a Telecom Italia também têm sofrido bastante pressão em seu mercado natal, desde que a gigante britânica Vodafone decidiu construir uma rede de fibra com potencial para cobrir até 98% de território italiano.

O cumprimento dessa estratégia causaria um estrago no atual market share de internet fixa da empresa italiana, com baixa cobertura de serviços de internet de alta velocidade na região e uma rede quase inteira baseada em cobre, tecnologia considerada ultrapassada.

Por fim, seu maior pesadelo toma forma no Brasil. Responsável por um terço de suas receitas globais, a TIM Brasil encara a constante concorrência de players como Vivo, Claro e Oi e também uma demanda mais fraca depois de anos de crescimento no maior mercado da América Latina.

Analistas indicam que a mudança do executivo para o Brasil, pode fazer parte de uma estratégia consistente que estaria no forno, para um mercado onde é líder dos serviços de telefonia pré-pagos.

Justamente essa parte da operação, está sendo duramente atingida pela desaceleração comercial e recessão econômica, causada por uma crise política e financeira, por sua vez creditada à escândalos de corrupção e inconsistência na governança pública do País.


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