Entrevista da Semana: “Há riscos que o cliente aceita correr”

Segurança

A segurança tem de passar a ser encarada de uma forma diferente, disse Bruno Zani, da Intel Security, em entrevista à B!T TV. Tem de deixar de ser vista como silos de antivírus ou firewall para ser encarada como tecnologias que têm de trabalhar em conjunto.

“É por aí que estamos caminhando. Queremos que as tecnologias consigam compartilhar alertas e trazer um pouco mais de inteligência e proteger o que é importante para o negócio do cliente”.

Até porque, e fazendo “mea-culpa”, diz Bruno Zani, os vendors de segurança olham para o cliente como um especialista de segurança. O que não é claramente verdade. “O cliente é especialista no seu mercado. O que queremos é aumentar uma postura de segurança, chegar a um nível que seja adequado a esse cliente, sabendo que os níveis são diferentes de cliente pata cliente.”

Bruno Zani explicou à B!T TV que a Intel trabalha muito com o que chama de “risco residual”. “Vai ter algum risco que o cliente vai concordar em aceitar. Porque vai perceber que para mitigar esse risco vai custar mais caro do que aquele ativo que pode ser atingido. Vamos chegar a um nível de risco que vai ser adequado àquela organização, àquele mercado.”

Outro ponto crítico mencionado por Bruno Zani é a necessidade de responder a um ataque antes que ele vire um incidente. “O ataque evoluiu muito, usam várias técnicas. Um vírus muitas vezes é apenas uma parte do ataque. Até o vírus chegar à estação do usuário já existiram outras interações com equipamentos de perímetro, com engenharia social… A Intel Security entrega é mais do que um produto. É uma metodologia, é uma ajuda ao cliente do lado do processo, uma ajudo ao cliente do lado de pessoas. Porque no final, quem está lidando com o dado confidencial são pessoas.”


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