AT&T quer acabar com monopólio da América Móvil no México

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A filial mexicana da AT&T vai começar a reestruturar alguns dos seus serviços no país sul-americano. A revelação foi feita pelo diretor da unidade durante uma conferência de imprensa na qual mostrou o seu apoio às restrições colocadas à América Móvel, o colosso das telecomunicações do México.

O CEO mexicano da operadora norte-americana, Thaddeus Arroyo, disse que vai dar início a um processo de rebranding dos serviços da companhia no país, depois de ter adquirido as congéneres Iusacell e Nextel México, a filial mexicana da NII Holdings, no início deste ano. Esses negócios, somados, chegaram perto dos US$ 4,4 bilhões.

Para além dessas aquisições, a AT&T, em junho, disse que iria investir cerca de US$ três bilhões na infraestrutura de telecomunicações do México, potenciando, também, sua própria infraestrutura nos Estados Unidos. Até ao fim de 2018, a operadora norte-americana quer estender redes móveis de alta velocidade a cem milhões de mexicanos.

A América Móvil detêm o monopólio das telecomunicações do México, mas, em 2013, as autoridades reguladoras nacionais procuraram diminuir os apetites vorazes da operadora com a implementação de novas regras do setor. Desta forma, o governo mexicano queria criar espaço no mercado para que empresas estrangeiras, como a AT&T, pudessem investir no desenvolvimento das telecomunicações do país.

Apesar das restrições, a AT&T México acredita que a América Móvil continua a açambarcar o mercado das telecomunicações. Mas Arroyo está confiante de que o reforço da presença da AT&T no México vai inverter o jogo e diminuir o poderio da operadora latina.

Um dos vetores do plano de rebranding da AT&T no México é o rebatismo, até ao final do ano, as lojas Iusacell e Nextel, sendo que, posteriormente, ambos os serviços dessas duas marcas passarão a fazer parte do portfólio premium da AT&T.

* Filipe Pimentel é jornalista da B!T em Portugal


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