Desenvolvimento científico é um dos pilares para a cibersegurança

Segurança

Virgilio Almeida do MCTI abriu o seminário Desafios para um Brasil Digital Seguro, promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, e abordou a necessidade de equilibrar segurança e privacidade.

O secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Virgilio Almeida, definiu o desenvolvimento científico e tecnológico como um dos pilares para a ciberdefesa e a cibersegurança, na abertura do seminário Desafios para um Brasil Digital Seguro, realizado pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK).

“Para se ter ambientes mais seguros para o futuro, à medida que a sociedade se torna cada vez mais conectada, é necessário termos capacidade de antever, de prever certas questões, e aí entra a importância da ciência e tecnologia para esse problema”, afirmou o Secretário, que acredita também que questões de cibersegurança dependem da combinação com outros dois pilares: defesa e governança.

Virgilio citou dados de 2014 da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em que mais da metade dos 46 bilhões de transações financeiras realizadas no País no ano passado ocorreram pela internet – 12% do total por meio de dispositivos móveis, como smartphones e tablets.

De acordo com o Secretário, os bancos brasileiros investiram, em 2014, US$ 11,9 bilhões em tecnologias da informação e comunicação (TIC). “Isso mostra a vitalidade do setor de cibersegurança e ciberdefesa, economicamente e em termos da inovação”, ponderou.

Colaboração

O embaixador da Alemanha, Dirk Brengelmann, recordou seu trabalho com o Brasil em 2013 e 2014, em que ocupava o cargo de encarregado do governo alemão para Políticas Externas Cibernéticas.

“Os dois países debateram a função dos serviços de inteligência e a proteção da privacidade, e o resultado desse processo foi a NETmundial [Encontro Multissetorial Global Sobre o Futuro da Governança da Internet], destacou.

Vulnerabilidade

Em painel sobre os desafios do Brasil no ciberespaço, o chefe da Assessoria de Acompanhamento e Avaliação do MCTI (Ascav), Luiz Fernando Fauth, refletiu acerca de necessidades institucionais e regulatórias para a criação de um ambiente virtual mais seguro.

“Sabemos que, a cada dia, a nossa vida se torna mais dependente da internet. Nós a utilizamos, não apenas para as nossas comunicações interpessoais, mas também para nos atualizarmos com as notícias do dia, consultar a previsão do tempo, verificar qual a melhor rota para irmos de casa ao trabalho”, ilustrou.

Instrumentos

Ainda na abertura, o coordenador-geral de Serviços Tecnológicos, Jorge Campagnolo, convidou empresas alemãs a aproveitarem os recursos da Plataforma iTec e anunciou que MCTI e AHK negociam uma parceria em torno da iniciativa.

Campagnolo apresentou aspectos da Lei do Bem e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), ao rememorar que a organização social teve como modelo a Sociedade Fraunhofer, da Alemanha.


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