Gartner reúne lideranças para discutir últimas tendências de segurança

Segurança

As principais empresas de segurança do mundo foram reunidas em São Paulo pelo Gartner para discutir as transformações que a segurança digital vem sofrendo nos últimos anos.

Uma das principais tendências apontadas pelos especialistas é a mudança do paradigma de segurança. Se antes o ideal era compartimentar a segurança em silos e criar “couraças” contra ataques, agora é preciso ir além e antecipar os passos dos agressores, ao mesmo tempo que as organizações consigam absorver os inevitáveis ataques.

“Antes que os profissionais de segurança e risco possam se dedicar à resiliência é importante que compreendam a intersecção de duas macrotendências que impactam a segurança corporativa: a transformação dos negócios digitais e a crescente capacidade e sofisticação dos adversários digitais”, afirma Claudio Neiva, Diretor de Pesquisas do Gartner.

Os especialistas do Gartner, em uma apresentação à imprensa, também pontuaram sobre a importância na mudança da mentalidade dos gestores. Se antes o ápice da segurança eram os ambientes ultra restritivos, hoje é necessária uma ponderação a respeito dos riscos envolvidos.

“O usuário precisa ser educado para tomar as decisões corretas em relação a segurança. Se tudo é automatizado, o funcionário não ser sente responsável. É preciso um trabalho de interface com o ser humano para que a segurança seja mais eficaz” disse Andrew Walls (foto), VP e líder de pesquisas do Gartner.

A governança dos dados que trafegam na rede, e como os privilégio de uso de recursos externos, como sites e redes sociais também foi um ponto abordados.”Governança não é apenas um monte de políticas, mas como as decisões são tomadas” explicou Wall.

“Já é possível rastrear como informações confidenciais são tratadas, graças a ferramentas especializadas de descoberta de tráfego de cloud. O que precisa acontecer é uma regulação séria, até para ajudarmos dando suporte. Precisamos saber o que acontece para regular e diminuir o risco sem escolher quais riscos assumir” complementou Jay Heiser, VP de pesquisas do Gartner.

Walls foi além e alertou que as empresas precisam desenvolver mecanismos mais sofisticados de segurança que a pura e simples proibição. “Tirar o conhecimento tecnológico dos empregados é um erro. É o mesmo que remover as ferramentas e habilidades de alguém. Não dá para emparedar isso, precisamos lidar com essas habilidade e, na medida do possível, incorporar à cultura da empresa”, finalizou o pesquisador, sempre enfatizando que isso depende muito da indústria a que se refere.


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