Londrina melhora gestão pública com Inteligência Geográfica

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A prefeitura de Londrina, segunda maior cidade do estado do Paraná, decidiu aplicar alta tecnologia para melhorar a prestação de serviços à população e criou aplicações de mapas para que os mais de meio milhão de habitantes possam acessar dados da prefeitura de forma fácil e ágil usando seus próprios dispositivos móveis.

Utilizando a Plataforma ArcGIS, tecnologia distribuída no Brasil pela Imagem, para a espacialização das informações, e treinamento para especializar os gestores, a prefeitura de Londrina vem conseguindo unificar no seu site oficial todos os dados referentes a zoneamento de terrenos, iluminação pública, percurso de rios e afluentes do município, relevo da cidade, locais de escolas, hospitais e serviços sociais, e até para votação, entre diversos outros. Tudo com acesso facilitado, bastando ao cidadão digitar o endereço de interesse para consulta.

“O objetivo desse projeto é aprimorar o atendimento à população, que não precisa mais ir à prefeitura para checar, por exemplo, os status do andamento dos processo de EIV – Estudo de Impacto de Vizinhança e do zoneamento para aquisições de terrenos e implantações de empresas, e também acompanhar a construção e manutenção de patrimônios públicos, como postes, prontos socorros, entre outros tantos. Tudo via internet”, afirmou em comunicado Adilson Nalin Luiz, geógrafo da prefeitura de Londrina e coordenador do projeto. “A iniciativa teve grande apoio do atual prefeito Alexandre Lopes Kireeff e do secretário de planejamento Daniel Antônio Pelisson, para disponibilizar todos os dados de forma transparente, atualizada e ágil para quem necessitar. É a prefeitura desburocratizando a informação”, completa.

Entre os benefícios para a população, além do acesso fácil às informações socioeconômicas e ambientais da cidade, a tecnologia possibilita realizar consultas prévias sobre a situação de regularização de terrenos, mudanças no perímetro urbano (criação de novas ruas e loteamentos, expansão de bairros, etc.), sendo possível visualizá-las em um mapa de fácil compreensão. Enquanto que, para a prefeitura, a tecnologia permite identificar e fiscalizar, por imagens de satélite, obras e lotes irregulares, residências em débito com o IPTU e aquelas que nem aparecem nos relatórios de urbanização.

“O projeto está em implantação. Precisamos ainda integrar dados de todas as secretarias, o que leva tempo devido à quantidade e à dificuldade em colocar tudo de maneira padronizada no sistema. Mas já pudemos observar algumas melhorias no modo de prover mais informações à população, por meio das aplicações, e em operações em campo, como a identificação, por imagens de satélite, de terrenos e lotes urbanos em situação irregular. Esses procedimentos facilitam a gestão do município e o contato com o cidadão, tanto que quando realizamos alguma manutenção no sistema, imediatamente já recebemos ligações no mesmo instante, ou seja, as aplicações estão sendo utilizadas”, aponta Nalin.

O objetivo da prefeitura agora é integrar todas as aplicações no mesmo ambiente, o SIGLON. “Desta forma, vamos facilitar ainda mais o acesso aos dados, pois tudo estará no mesmo lugar, disponível para consulta”, diz o geógrafo. E embora o processo ainda esteja em andamento, as expectativas da prefeitura de Londrina são altas, onde espera-se num futuro próximo, um mínimo de 20 mil visitas por mês ao sistema. “O surpreendente dessa iniciativa é que ela nunca vai parar, o processo de coleta de dados pelas secretarias, os estudos de perímetro urbano e o desenvolvimento da cidade é ad eternum, ou seja, usaremos as aplicações por toda vida para saber o que está acontecendo no nosso município”, finaliza Adilson Nalin.


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