Mercado de redes sem fio não cresceu no primeiro trimestre

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O mercado brasileiro de redes wireless não cresceu durante o primeiro trimestre. As vendas de equipamentos access point, nesse período, subiram 14 por cento no segmento corporativo, mas caíram a mesma porcentagem no segmento de consumo, levando a um crescimento total nulo.

De acordo com uma pesquisa da IDC Brasil, foram vendidos para o ramo empresarial cerca de 101 mil dispositivos access point, no país, gerando receitas de US$ 21,36 milhões. Já na vertente de consumo, as vendas caíram face ao mesmo período do ano passado, gerando US$ 25,36 milhões, com a venda de 969 mil unidades.

No documento, intitulado IDC Wireless LAN Tracker Q1, o gerente da área de telecomunicações da IDC Brasil, João Paulo Bruder, refere que a prestação do mercado de redes sem fio se deveu às condições econômicas precárias que afetam hoje o país e todos seus os mercados. Justificando a diferença registrada entre os segmentos corporativo e de consumo, o responsável adianta, em nota, que as empresas precisam de gastar mais na aquisição de equipamentos potentes, por norma mais dispendiosos, para dar resposta às suas necessidades. O mesmo não se reflete na vertente de consumo, pelo que se observa uma diferença significativa nas vendas de access points.

Apesar das discrepâncias, ambos os segmentos têm algo em comum: tanto no corporativo como no de consumo, se nota uma tendência de adoção de access points com maior capacidade de processamento. Diz Bruder que, no ramo empresarial, as vendas de access points com capacidade de 300 MB/segundo caíram 23 por cento, no primeiro trimestre, sendo que as vendas dos aparelhos de 1 GB/segundo aumentaram 27 por cento. Na área de consumo, as vendas de access points de 300 MB/segundo caíram 4 por cento e as de 1 GB/segundo subiram 11 por cento. Embora, as porcentagens difiram de um segmento para o outro, os números são conclusivos.

A IDC Brasil prevê que o mercado das redes wireless cresça dois pontos percentuais este ano, sendo que se espera um crescimento de 10 por cento até 2019.

* Filipe Pimentel é jornalista da B!T em Portugal


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