Minúsculo aparelho destroça segurança de carros e portões eletrônicos

Segurança

Umas plaquinhas, processadores simples, um pouco de solda, uma bateria minúscula e uma antena. Com US$ 30 e inventividade, o especialista em segurança Samy Kamkar provou que é possível reunir essas peças e aniquilar a segurança que governa os sistemas de travas de boa parte dos carros.

O pesquisador demonstrou a grave falha de segurança dos veículos durante a Defcon 2015, uma convenção que reúne a nata da elite hacker. O mais assustador é que não se trata exatamente de um método novo, mas de um grande refinamento de um golpe que já é dado em alguns estacionamentos, inclusive no Brasil.

Ao acionar o controle remoto da chave do carro, o usuário fornece o elemento que o criminoso precisa para clonar o sinal. Todo sinal emitido pelo controle é, após ser usado pelo carro, inutilizado. Até aí, boa ideia dos fabricantes.

O problema é que, se um código é emitido e não utilizado, ele fica reservado para ser usado futuramente. E essa foi a brecha usada por Kamkar. Seu aparelho evita que o sinal emitido pelo controle chegue no carro, ao mesmo tempo que o grava.

Daí, o dono do carro vai coçar a cabeça e apertar de novo o botão do controle, que aí sim vai abrir o carro. Nesse ponto, o código anterior já foi gravado e poderá ser usado a qualquer momento, pois em vez de comparar e invalidar códigos emitidos e não utilizados – o que faz por exemplo o sistema de tokens bancários – o carro fica lá, só esperando.

O objetivo de Kamkar, como reportou a Wired, é expor essa falha sem dar o caminho das pedras para facilitar crimes. Agora, pressionados pela opinião pública, os fabricantes de automóveis terão que modificar os protocolos de segurança para não permitir que essa brecha seja explorada.

O protótipo funcionou com carros da Nissan, Ford, Toyota, Volkswagen e outras montadoras, além de uma infinidade de portões eletrônicos.

O golpe do controle visto no Brasil é bem mais rudimentar. O criminoso só consegue bloquear o sinal do controle, evitando que as portas sejam travadas e deixando o veículo exposto para que o ladrão roube o que está dentro, como pertences pessoais e estepe.


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