Queda da Bolsa de Xangai não afeta confiança de Cook na China

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O diretor executivo da Apple assegurou seus investidores de que o negócio da marca na China continua forte e promissor. Num email, Tim Cook se mostrou confiante de que a Apple crescerá bastante nesse mercado asiático, mesmo depois de,na segunda-feira, as ações terem chegado a cair cerca 13 por cento.

“Segunda-feira negra” é a expressão utilizada para descrever a queda dos mercados mundiais que, esta semana, já fez a imprensa gastar bastante tinta e papel, no seguimento da quebra acentuada sentida na Bolsa de Xangai.

Uma nuvem escura pairou sobre os mercados mundiais nesta segunda-feira, e as ações de muitas empresas internacionais tropeçaram e caíram vertiginosamente. Uma dessas empresas foi a Apple. No entanto, em resposta às preocupações expressadas pelos acionistas, Cook, num email enviado a Jim Cramer, apresentador do programa Mad Money, da CNBC, garantiu que continua olhando para a China como um terreno fértil e um investimento a longo-prazo.

O CEO diz, contudo, que não pode prever o futuro, mas, por agora, se mostra satisfeito com a prestação da Apple no mercado chinês, onde a adoção dos iPhone tem crescido fortemente e sua loja online de aplicativos tem tido bastante sucesso.

Apesar da queda na Bolsa de Xangai ter levado a Apple a afundar mais de um décimo de seu valor, perdendo cerca de US$ 78 bilhões, a empresa foi recuperando ao longo do dia de segunda-feira, e, ao fecho do mercado, a perda tinha sido reduzida para os 2,47 por cento.

Os analistas acreditam que a desvalorização do yuan (unidade monetária chinesa), a sobrevalorização dos títulos de Xangai e o cada vez mais evidente abrandamento do crescimento económico chinês podem ter estado na raiz da quebra.

Muitos hesitam em continuar caracterizando a China como a “segunda maior economia do mundo”, e essa derrocada do Índice Composto de Xangai, a maior desde 2007, não veio atenuar esse ceticismo. Depois de ter sido considerado um paraíso para as empresas que queriam crescer forte e rapidamente, apelando a uma população amplamente numerosa, o mercado chinês se vê agora privado do volume de investimentos que antes o faziam ebulir e se desenvolver.

A quebra ecoou por todo o mundo, e as bolsas norte-americana e europeia sofreram sérios danos. No entanto, as feridas começam cicatrizando e os índices já mostram sinais de recuperação.

* Filipe Pimentel é jornalista da B!T em Portugal


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