Sharp sairá do mercado de TVs nas Américas após forte prejuízo trimestral

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A fabricante japonesa anunciou que deve sair do negócio de TV em território americano, além de ponderar medidas que fortaleçam suas finanças, após divulgar um prejuízo trimestral pior que o esperado, por conta de vendas fracas de telas para smartphones.

A companhia baseada em Osaka informou planeja vender sua fábrica situada no México e em seguida deve licenciar sua marca em todo o território americano, do Canadá ao Chile, para a chinesa Hisense Group. Em comunicado separado, a Hisense declarou que pagará US$ 23,7 milhões pelo negócio.

A Sharp já foi uma fabricante muito lucrativa de TVs premium e fornecedora preferida de telas para a Apple, mas têm enfrentado inúmeras dificuldades para inovar seu portfólio não só de produtos finais, aqueles vendidos diretos aos consumidores, mas também de fazer frente à crescente rivalidade no mercado de componentes, onde as telas de concorrentes como Sony e LG, têm crescido bastante no market share.

“A Sharp não tem sido capaz de se adaptar totalmente à competição de mercado cada vez mais intensa, o que levou a lucros significativamente menores em comparação às projeções iniciais para o ano fiscal anterior, e vem sofrendo com desempenho fraco de resultados”, explicou a em um comunicado que explica a venda da planta mexicana e o licenciamento da marca para os chineses.

Entre o período de abril a junho, a Sharp contabilizou prejuízo operacional de 28,8 bilhões de ienes, algo em torno de US$ 231,87 milhões, ante lucro de 4,7 bilhões de ienes, ou US$ 38 milhões um ano antes. O resultado foi pior que a estimativa média de prejuízo de 21,2 bilhões de ienes, ou US$ 171 milhões, contabilizados pela empresa.

O prejuízo líquido aprofundou-se para 34 bilhões de ienes, ou US$ 274 milhões, ante 1,8 bilhão de ienes, ou apenas US$ 15 milhões, no mesmo período do ano anterior.


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