USP deve iniciar testes de serviço com táxi autônomo em campus de São Carlos

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O campus da Universidade de São Paulo (USP), na cidade de São Carlos, deve receber um modelo de táxi autônomo que atenderá a demanda por transposrtes dentro do campus.

Segundo informações da agência Fapesp, trata-sede um serviço que será testado por pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e da Escola de Engenharia da USP de São Carlos.

Os acadêmicos comandam uma fase final de testes para fazer a primeira demonstração pública do serviço de táxi autônomo ainda este ano, marcado para meados de outubro.

“A ideia é que o usuário possa chamar o táxi autônomo pelo celular, por meio de um aplicativo que estamos desenvolvendo, e que o automóvel o leve ao seu destino dentro do campus”, afirmou o professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC) e coordenador do projeto, Denis Wolf.

“Tudo será indicado por comando de voz ou apontado em uma tela de computador no interior no carro e depois retorne ao local onde estava estacionado para aguardar o próximo chamado”, complementa ele.

O serviço é uma das possíveis aplicações imaginadas para o Carro Robótico Inteligente para Navegação Autônoma (CARINA), desenvolvido com apoio da FAPESP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Um dos carros autônomos desenvolvidos no Brasil por diferentes grupos de pesquisa, como os das Universidades Federais de Minas Gerais (UMFG) e do Espírito Santo (Ufes), o CARINA foi o primeiro na América Latina a ser testado em ruas de uma cidade, no início de outubro de 2013, quando percorreu 5,5 quilômetros, no perímetro urbano da cidade de São Carlos.

“No teste que fizemos com o CARINA, em outubro de 2013, o planejamento de rota era muito simples, baseado em um sistema de GPS”, explica Wolf. “Já o sistema de mapas contínuos que será usado no próximo teste permitirá que o automóvel planeje sua rota em tempo real para chegar ao destino desejado pelo passageiro”, compara.

Os veículos autônomos usam uma combinação de informações de sensores GPS com mapas do ambiente por onde irá circular (mapas métricos) previamente construídos para estimar sua localização em vias urbanas.

“Um conjunto formado por sensores lasers e câmeras permitem ao veículo autônomo perceber se há outros automóveis próximos dele, além de informar em qual direção está indo e em que velocidade, a fim de evitar o risco de colisão”, finaliza Wolf.


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