Corte da Lei do Bem impacta popularização do acesso à tecnologia, diz Assespro

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Representantes da Federação das Associações das Empresas Brasileiras de TI afirmam que a retirada do benefício afeta diretamente as compras e acesso à internet pela população de baixa renda, podendo não resultar em aumento real da arrecadação do Governo por conta da queda das vendas.

A Assespro, juntamente com outras entidades representativas do setor, reuniu-se com o ministro de Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, e o secretário Virgílio Almeida, para reivindicar a continuidade do incentivo da Lei do Bem para smartphones e outros equipamentos eletrônicos.

Outra questão apontada é que a decisão abre espaço para o crescimento do “mercado cinza de hardware”, o comércio de equipamentos contrabandeados. “É importante lembrar que o setor de hardware também reflete diretamente no segmento de software, por isso é essencial que o Ministério entenda a nossa causa e defenda o setor perante o Governo”, afirma Jeovani Salomão, presidente da Assespro Nacional.

“O Governo já fez um esforço financeiro para a inclusão digital que não pode ser abandonado agora”, completa Gerino Xavier, vice-presidente de Comunicação da entidade.

Diante do manifesto, o secretário Virgílio Almeida solicitou que o setor envie dados sobre o impacto fiscal da Lei do Bem, além de uma carta assinada em conjunto entre as entidades. Com os documentos, o ministro Aldo Rebelo se comprometeu a buscar apoio do Ministério do Desenvolvimento para conversar com a presidente Dilma Rousseff e o ministro Joaquim Levy (Fazenda).


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