Dilma acusa Uber de roubar emprego de taxistas

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Dilma Rousseff considera que o serviço da Uber estimula o desemprego e que precisa de ser regulamentado. A Presidente do Brasil reconhece que o negócio do aplicativo de transporte é controverso e que coloca em risco os postos de trabalho dos taxistas.

O percurso da Uber no Brasil continua sendo turbulento, e não parece haver uma resolução definitiva no horizonte. Dilma acredita que o caso da empresa norte-americana no país é complicado, e que a regulamentação do serviço terá de ser executada por cada cidade e por cada um dos estados, não cabendo essa tarefa ao Governo Federal.

Essa uma das poucas vezes que um Chefe de Estado demonstrou, publicamente, sua oposição ao negócio da Uber. Também François Hollande, Presidente da França, tem procurado acabar com o UberPop, um dos serviços oferecido pela Uber e o que tem causado mais problemas.

Apesar de São Paulo e Rio de Janeiro terem já votado a favor da interdição das operações do aplicativo nas respetivas cidades, as opiniões pelo Brasil parecem se dividir. Nesta terça-feira, o promotor de Justiça de Minas Gerais, Geraldo Ferreira da Silva, declarou que o Uber não era, de modo algum, um serviço marginal e que não violava os preceitos da Constituição Federal.

No entanto, escusado será dizer, que os representantes do setor “tradicional” dos táxis reclamam que o Uber é um concorrente desleal e que, se quer continuar operando, terá de se sujeitar às mesmas normas legais que regulam a indústria dos transportes públicos individuais.

Os autarcas do estado de São Paulo estão procurando passar um projeto de lei que vai proibir o registro de veículos privados em aplicativos de transporte de passageiros remunerado. Essa proposta foi já aprovada em primeira votação. A segunda ronda está agendada para o próximo dia 9 de setembro.

A B!T procurou saber qual a posição da Uber face às declarações da Presidente Rousseff, mas, até ao momento, não obteve resposta.

A título de curiosidade, o website internacional da Uber (uber.com) está inoperante, apresentando a mensagem “O site a que se pretende aceder encontra-se bloqueado na sequência do cumprimento de ordem judicial”.

Isto poderá levar o leitor a pensar que o futuro da Uber já foi mais luminoso e que agora poderá estar caminhando à beira do penhasco.

* Filipe Pimentel é jornalista da B!T em Portugal


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