IBM consolida cloud com 1º data center SoftLayer no Brasil

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O mundo cloud da IBM acaba de ganhar hoje (15/09) um importante personagem para a estratégia da companhia. Trata-se do seu primeiro data center SoftLayer, em Jundiaí, São Paulo.

O desenho de atuação em cloud da IBM, certamente, incorpora boa dose de consolidação com o novo data center, considerando que a conexão entre os dois dínamos, Hortolândia (SP) e Jundiaí, será o pulo do gato da empresa.

Ajudará a engordar a receita da companhia, que nos últimos 12 meses totalizou globalmente em cloud US$ 7.8 bilhões. Além disso, fortemente determinada em mergulhar na nuvem, a IBM avisa que hoje cerca de 85% de seus aplicativos estão prontos para consumo na cloud.

Na verdade, o SoftLayer, cloud pública, cria uma esteira mais confortável para o CIO (cliente) ainda apreensivo com a migração para a era digital, manobra em que são necessárias transformações muitas vezes temerosas por mexer com aplicações críticas que habitam em ambiente tradicional.

“Temos agora uma opção híbrida diferenciada, em que o cliente poderá desfrutar de uma solução flexível e confortável, de acordo com o modelo e as exigências do seu negócio. O SoftLayer traz flexibilidade, agilidade e economia e Hortolândia mantém a tradição, se necessário. O mix desses ambientes fará toda a diferença”, explica Paschoal D’Auria, executivo de Cloud Services da IBM Brasil.

A conexão entre os data centers amplia o universo de acesso e de contratação muito rápida de uma infraestrutura a partir de variadas partes do globo. O SoftLayer Brasil estará conectado ao de Nova York (EUA) e ao de Miami (EUA), e desses pontos abre-se um leque de itinerários, conectando-se aos demais da empresa. Forma uma malha de acesso densa e estratégica para o usuário.

Até porque, segundo Tomaz de Oliveira, vice-presidente de Cloud Computing e Ecossistemas da IBM Brasil, ele (o usuário) terá visibilidade granular das localizações de data centers, com indicações de suas respectivas cidades, possibilitando contratar cargas de trabalho críticas em áreas geográficas estratégicas, minimizando a latência, aprimorando a performance dos aplicativos, cumprindo com as regulamentações locais.

D’Auria faz questão de destacar que o SoftLayer não é apenas um serviço de infraestrutura pura na nuvem. “Vai muito além. É um gerador de inovação. Temos equipes específicas para facilitar a migração do cliente para a nuvem e ingressá-lo na era digital”, garante.

A capacidade do data center SoftLayer é para nada menos do que 9 mil servidores e potência 2.8 MW e oferece amplo portfólio de serviços de infraestrutura IBM Cloud, desde servidores físicos e virtuais a armazenamento, serviços de segurança e rede.

O novo centro de dados soma-se aos outros dois IBM Cloud na América Latina, o de Hortolândia, em São Paulo, e o de Queretaro, no México. “Os clientes brasileiros terão mais flexibilidade para armazenar e processar seus dados no País. Em especial os que, por norma, devem manter as informações estratégicas no Brasil”, diz Oliveira.

O SoftLayer faz parte de um investimento global da empresa de US$ 1,2 bilhão, que inclui mais de 40 data centers no mundo – Américas, Ásia, Austrália e Europa.


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