Internautas ainda navegam na web sem cautela adequada

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A pesquisa da Kaspersky Lab, com 18 mil pessoas no mundo, aponta ainda que perto de um terço das pessoas está disposta a informar dados pessoais ou financeiros em sites duvidosos e 46% dos usuários acham que não serão alvos de ataques maliciosos.

De acordo com a empresa, a segurança on-line dos internautas depende de uma série de fatores. O primeiro deles é a capacidade do usuário de tomar as decisões certas. Os hábitos on-line podem ajudar a proteger sua identidade digital, seu dinheiro e seus dados pessoais ou podem torná-lo uma vítima fácil para os criminosos.

Para despertar a atenção para o problema, a Kaspersky Lab desenvolveu um teste que ajuda os usuários a avaliar seu nível de conhecimento cibernético e entender se o seu comportamento web é seguro ou não.

Segundo o levantamento de 2015 sobre os Riscos de Segurança para o Consumidor, os usuários estão cada vez mais preocupados com as ameaças virtuais e armazenam mais informações pessoais em seus dispositivos, mas não estão sendo mais cuidadosos

A porcentagem de entrevistados dispostos a informar dados pessoais ou financeiros em sites incertos aumentou ligeiramente em comparação com 2014 – de 30% para 31%. Já o número de usuários que têm a certeza de que não serão visados por um ataque virtual saltou de 40% para 46%.

No teste, os participantes foram confrontados com várias situações potencialmente perigosas que ocorrem regularmente na internet, como durante o download de arquivos ou a navegação em redes sociais.

Cada cenário oferecia várias opções e dependendo do risco associado a cada resposta, ela recebia uma pontuação. Quanto mais segura a escolha do usuário, maior seria sua pontuação e vice-versa.

As respostas de 16 países apresentaram uma pontuação média de 95 de 150 possíveis. Isto significa que as opções seguras foram escolhidas apenas em metade das situações hipotéticas. Nos demais casos, as pessoas se expuseram ao risco, como ter suas informações confidenciais vazadas.

Durante o teste, apenas 24% dos entrevistados acertaram todas as páginas autênticas sem selecionar uma página de phishing (falsa). Além disso, 58% dos pesquisados escolheram apenas sites maliciosos (phishing) criados para roubar credenciais do usuário e não conseguiram identificar a página legítima.

A pesquisa identificou também que, ao receber um e-mail suspeito, um décimo dos usuários está disposto a abrir o arquivo anexado sem verificá-lo – e em muitos casos, este comando significaria a execução do programa malicioso. Outros 19% desativariam a solução de segurança se ela tentasse impedir a instalação do programa por conta do risco à segurança.

“Quando se trata da internet, muitas vezes nosso instinto de autopreservação falha. E, claro, atualmente tudo tem um formato digital: nossa vida pessoal, nossa propriedade intelectual e nosso dinheiro. Isso requer a adoção do mesmo tipo de responsabilidade que na vida real”, alerta David Emm, pesquisador-chefe de segurança da Kaspersky Lab.

Emm acrescenta que por esse motivo a empresa incentiva que todos acompanhem a evolução da tecnologia e melhorem seus conhecimentos cibernéticos.


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