Líderes de negócios digitais ganham destaque no mercado, diz Gartner

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O instituto de pesquisas e consultoria Gartner observa divergência crescente entre as organizações que ingressaram no mundo digital e as que estão em fase de planejamento. Em seu recente estudo, 32% dos líderes de organizações, com receita anual igual ou superior a US$ 250 milhões, lidam com negócios digitais, valor superior aos 22% registrados pela mesma pesquisa no ano passado.

O Gartner entrevistou 304 executivos de empresas dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Austrália, entre maio e junho de 2015, como parte de sua pesquisa Digital Business 2015. O objetivo foi compreender como companhias e instituições captam, identificam e exploram as novas oportunidades que os negócios digitais oferecem.

Os investimentos em negócios digitais serão discutidos no Symposium/ITxpo 2015, evento mundial do Gartner, que acontece em outubro, em São Paulo.

“Os resultados da pesquisa revelam que os líderes estão mais propensos a se concentrar no projeto e na criação de negócios digitais”, afirma Jorge Lopez, vice-presidente e Analista Distinto do Gartner.

Ele diz que a pesquisa solicitou que os participantes elencassem a importância de cinco fatores de sucesso e os resultados foram fragmentados de acordo com a situação da empresa: companhias que estão usando técnicas de marketing digital, organizações que estão em fase de planejamento dos negócios digitais, e empresas

Para Patrick Meehan, vice-presidente de Pesquisa do Gartner, os momentos dos negócios digitais, com oportunidade e concorrência ainda inexploradas, podem mudar rapidamente a dinâmica nas indústrias. Dessa maneira, segundo ele, o sucesso do projeto e o desenvolvimento de negócios que a empresa pode replicar são os compromissos mais importantes de uma organização que quer se tornar digital.

“Companhias inovadoras estão adaptando as oportunidades de negócios digitais para complementar os produtos e serviços existentes”, afirma.

A pesquisa também revelou que a maioria das empresas que estão tomando iniciativas de negócios digitais não distingue entre estratégia de negócios digitais e não digitais. As organizações que estão na fase de planejamento veem as duas de forma separada.

De acordo com o Gartner, uma empresa que está migrando da estratégia para a execução terá menos etapas para atingir seus objetivos, em comparação com aquela que necessita inserir um processo de planejamento separado para os negócios digitais. Com o tempo, mesmo que a equipe mais eficiente encontre problemas, ela poderá se recuperar mais rapidamente do que a outra, cujo processo estratégico é maior.

Os resultados revelam ainda que os executivos que já estão nos negócios digitais investem em projetos-piloto e implantação, enquanto aqueles em fase de planejamento se concentram em investigação e experimentação. A maior prioridade dos precursores dos negócios digitais é a adoção de novas tecnologias (70%).

Criação de um ambiente amplamente colaborativo (56%) e suporte à mudança de tecnologia voltado para o cliente (53%) representam respostas para um estímulo externo e são características de um negócio digital saudável.

Quando solicitados para identificar qual seria o impacto dos negócios digitais – positivos ou negativos – nos próximos cinco anos, os líderes organizacionais concordaram veementemente com a vantagem, prevendo melhorias na experiência e o envolvimento do usuário (86%), na organização de TI (86%), na produtividade da força de trabalho (84%) e na organização de vendas (83%).

As organizações parecem prever poucos aspectos negativos quanto aos negócios digitais, com apenas 7% de projeção de um aspecto negativo ou impacto significativamente desfavorável em relação à equipe, e 6% em fusões e aquisições.

“Os efeitos perturbadores dos negócios digitais não podem ser subestimados. Até hoje, categorias limitadas de produtos – música, livros, fotografias e jornais – viram seus modelos de negócios alterados”, diz Lopez.

Ele acrescenta que, olhando para o futuro, líderes organizacionais de outros produtos e categorias de serviços também precisarão se adaptar por meio da reestruturação da força de trabalho. Para isso, eliminando funções obsoletas e encontrando talentos que possam ajudar os sistemas de projeto e fluxos de trabalho a otimizar o uso de elementos integrados com as pessoas e negócios para dar um novo valor para os clientes.


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