McAfee Labs avalia trajetória de 5 anos de ciberataques

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A Intel Security divulga o Relatório de ameaças do McAfee Labs: agosto de 2015, que inclui uma investigação sobre as principais técnicas de exfiltração usadas pelos cibercriminosos e uma retrospectiva de cinco anos sobre a evolução do cenário de ameaças desde o anúncio da aquisição da McAfee pela Intel Corporation há cinco anos.

O McAfee Labs comparou o que os pesquisadores acharam que aconteceria no início de 2010 com o que realmente aconteceu no que se refere a ameaças de segurança voltadas para produtos de hardware e programas de software.

Os principais pesquisadores e executivos das empresas analisaram as previsões sobre os recursos de segurança do Vale do Silício, os desafios dos ataques emergentes difíceis de serem detectados e as expectativas em 2010 quanto aos novos tipos de dispositivo vs. a realidade do mercado atual.

A análise de cinco anos sobre o cenário de ameaças sugere que a Intel Security previu ameaças destinadas a componentes de hardware e firmware que afetariam a integridade do tempo de execução. Além disso, os ataques de longa execução e malwares cada vez mais evasivos não surpreenderam, mas há cinco anos não se tinha ideia de algumas das técnicas e táticas específicas.

Embora o volume de dispositivos móveis tenha aumentado mais rápido do que o esperado, o volume de ataques amplos e sérios a esses dispositivos aumentou muito mais lentamente do que era esperado.

De acordo com o relatório, estamos presenciando apenas o início dos ataques e das violações contra dispositivos de Internet das Coisas. Sem contar que a adoção da nuvem mudou a natureza de alguns ataques, pois os dispositivos são atacados como um caminho para o local onde residem dados importantes, e não no pequeno volume de dados que armazenam.

O crime cibernético progrediu nos últimos cinco anos e tornou-se um setor totalmente desenvolvido com fornecedores, mercados, provedores de serviço, financiamento, sistemas de comércio e uma proliferação de modelos de negócios.

“Estamos impressionados com o grau com que três fatores principais aceleraram a evolução das ameaças e o tamanho e a frequência dos ataques. São eles: a expansão das superfícies de ataque, a industrialização de hacks e a complexidade e a fragmentação do mercado de segurança de TI”, declarou Vincent Weafer, vice-presidente sênior do McAfee Labs.

Ele acrescenta que para acompanhar esse impulso, a comunidade de segurança cibernética deve continuar melhorando o compartilhamento de informações sobre ameaças, recrutar mais profissionais de segurança, acelerar a inovação de tecnologias de segurança e continuar envolvendo os governos, de modo que eles possam cumprir sua função de proteger os cidadãos no ciberespaço.


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