No topo da lista em migração para nuvem na AL, Brasil prefere data center em solo nacional

CloudData Center

É o que garante o especialista no assunto, o vice-presidente sênior de Grupos de Nuvem e Produtos Empresariais da Oracle, Shawn Price, em visita hoje (29) ao Brasil para evento da companhia que discute estratégias para transformação digital.

O executivo faz coro com as empresas que despertaram para a era digital e estão empenhadas em ajudar os CIOs na delicada tarefa de migrarem seus negócios para o modelo baseado em nuvem. Este que requer, na maior parte das vezes, uma transformação contundente nos negócios.

Para ele, as companhias estão na peregrinação a caminho da nuvem por aqui no Brasil, contudo, mostram-se ainda conservadoras em relação a manter seus dados em solo nacional. Muitas delas até mesmo por uma questão de regulamentação, como acontece no mercado financeiro.

“Por isso, e em razão do grande potencial das empresas brasileiras em querer transformar seus negócios, a Oracle decidiu investir em um data center no Brasil”, diz.

Outro obstáculo muito decantado por CIOs de todo o mundo é o legado. Muitos temem mexer em seus ambientes, sobretudo nos que mantêm as operações mais críticas do negócio. O que fazer com a TI tradicional?

Price responde que os CIOs que já estão em linha com o que o modelo de nuvem pode oferecer ao negócio querem, de fato, transformar suas operações. Esse perfil de líder de TI, prossegue o executivo, quer migrar, quer agregar valor. “Os que não têm esse perfil não vão migrar para a nuvem”, decreta o executivo.

Fato é que, se a intenção é conquistar quem decide pela tecnologia nos variados setores da economia brasileira, a melhor estratégia é construir ou fortalecer os centros de dados no Brasil.

A boa notícia é que, na avaliação de Price, estamos bem posicionados quando o assunto é migração para a nuvem. Prova disso é que o País conquistou o primeiro lugar no ranking da América Latina na adoção do modelo de cloud.

O momento é de investimento em cloud, afirma Price. Segundo ele, as empresas brasileiras precisam modernizar seus ambientes de TI, ao mesmo tempo em que é vital cortar custos. “E tudo isso pode ser proporcionado pelo modelo de nuvem”, alerta.

O executivo argumenta o crescimento da aceitação do conceito de cloud com os recentes números da Oracle. Nada menos do que 70% das implementações de ERP foram em cloud a partir de novos clientes, no segundo trimestre fiscal da companhia. Os serviços de cloud atingem diariamente mais de 7 milhões de assinantes, por meio de seus 19 data centers, o que totaliza 33 bilhões de transações. Um bom relatório que comprova a força que a nuvem vem ganhando dos dois lados do balcão.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor