Nuvem híbrida é tendência, diz estudo

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Realizado pela F5 Networks, fornecedora de soluções de ADN, o levantamento abordou mais de 3 mil gestores de TIC de várias regiões do mundo. Ele identificou ainda que 41% dos participantes migrarão aplicações para cloud em 2016.

Outro dado interessante apontado é que para a maioria, Bring Your Own Device (BYOD) e BigData são questões mais estratégicas do que Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês).

A pesquisa The State of Application Delivery analisa o quanto as corporações estão adotando nuvem híbrida e os resultados indicam a configuração atual das empresas e o que pretendem migrar para a nuvem híbrida no futuro. “O levantamento feito com executivos de outros mercados mostra que algumas regiões já estão abraçando a nuvem e devem seguir neste caminho pelos próximos anos”, detalha André Mello, gerente geral da F5 Networks Brasil.

A organizações seguem desenvolvendo e implementando aplicações de forma intensa, segundo o estudo. Entre as empresas pesquisadas, quase metade (45%) implementa atualmente entre uma e 200 aplicações, enquanto quase 10%, mais de 3 mil aplicações. O estudo também mostrou que pelo menos 41% dos tomadores de decisão em TIC estão abertos a mover até um quarto (24%) de suas aplicações para a nuvem até 2016, enquanto quase 24% estão desejosos de mover entre 25% e 50%.

“Ao comparar esses resultados com a cultura atual de TIC no Brasil, fica claro que nossos gestores ainda estão numa fase anterior. A principal resistência em relação à nuvem híbrida vem de dúvidas sobre a segurança deste ambiente”, explica Mello.

As barreiras 

Para 29% das empresas, a lentidão na adoção ao insucesso em identificar uma política abrangente de gerenciamento de identidades e acessos inibem a migração para nuvem híbrida, apesar da sua popularidade. Além disso, outros 35% também admitiram que a falta de conhecimento interno da abrangência da utilização da cloud é outro impedimento.

“Acredito que as empresas locais ainda não estão estudando a importância de se contar com tecnologia de gerenciamento de identidade e acesso para aumentar a consistência do ambiente de nuvem”, pondera Mello. “Somente com a transferência para a nuvem de aplicações missão crítica os gestores deverão passar a investir nesse tipo de solução, algo fortemente ligado à segurança”.

Para Mello, devido às aplicações continuarem a ser uma parte crítica dos processos de negócios, as empresas estão buscando nas implementações na nuvem o mesmo nível de confiança que encontraram no data center. Hoje, empresas de todos os ramos de atividade dependem de aplicações para impulsionar a fidelização dos clientes, a produtividade dos funcionários e as receitas.

“Nossa pesquisa revelou que, para os gestores de TIC, as aplicações para dispositivos móveis (BYOD) e a visão analítica sobre o universo BigData são consideradas tendências mais importantes do que a Internet das Coisas”, finaliza.


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