Rio Info 2015: fusão da tecnologia com a música é inevitável e já está acontecendo

EmpresasInovaçãoNegócios

O setor brasileiro das TIC ainda não está aproveitando os negócio existentes no mercado da música. Especialistas discutiram, no Rio Info 2015, a importância de aliar a tecnologia à música, explorando uma área ainda “selvagem” e repleta de oportunidades.

*com Filipe Pimentel

Na sessão “Economia Criativa: TI e a Música”, do Rio Info 2015, se chegou à conclusão de que, para tirar partido das oportunidades apresentadas pelo mercado da música, é apenas preciso ser criativo e pensar outside the box (“fora da caixa”, em português).

A pesquisadora e produtora cultural Marinilda Bertolete Boulay disse que, “No Brasil, o setor de TI ainda não descobriu a importância dos negócios na área de música”. Ela é também representante do Midem (maior festival do mundo para empresas ligadas à música) no Brasil. “Quem se arriscar, terá ótimas chances”, remata.

Robert Singerman, diretor da organização sem fins lucrativos Make Music New York e da Marcato Digital, foi um dos palestrantes da sessão e afirmou que o mercado da música se está movendo para o digital e para o mobile, onde existem novos consumidores e onde os modelos de fornecimento de serviços são reconfigurados. “Na verdade, passamos da época em que música era um produto a ser comprado para a era em que música é um serviço a ser consumido”, declarou Singerman.

O especialista norte-americano defende que a indústria da música tem que se reinventar, e é nesse processo que a tecnologia tem de intervir e explorar as oportunidades que surjam.

O diretor-geral da CD Baby, Marcos Chomen, falou sobre a emergência e disseminação dos serviços digitais de música, dizendo que os maiores geraram, só este ano, cerca de U$ 6,9 bilhões em vendas. Esses serviços estão redefinindo a tradicional indústria, pois são fruto do mundo digital e do mundo da música e estão guiando-a até ao próximo nível.

“Estamos vivendo a corrida do ouro e temos que acertar o tiro. Há oportunidades em diversos segmentos: distribuição, sincronização, promoção, análise de dados. É só encontrar o seu ritmo e apostar nele”, explicou Chomen.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor