Rio Info 2015: mediação como solução para as disputas de TI

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A mediação é a solução para muitos dos conflitos na área tecnológica. Disputas sobre propriedade intelectual, contratos de prestação de serviços, distribuição e metas de vendas são muitas vezes resolvidas fora das salas dos tribunais, através de mediação.

*com Filipe Pimentel

Ao contrário do que acontece numa audiência do tribunal, onde se busca um veredicto em prol de uma entidade e em detrimento da outra, a mediação procura alcançar um consenso entre os intervenientes.

Tânia Almeida, líder da Mediare, uma agência mediadora de conflitos, participou da sessão que debateu esse tema, no Rio Info 2015, dizendo que “A mediação é uma solução customizada para as necessidades do cliente, com o custo que elas podem arcar e no ritmo das partes e não das instituições”. Dessa forma, as partes envolvidas podem chegar a um acordo sem que o caso tenha de chegar no tribunal.

Durante o painel, a responsável revelou que fora assinado um protocolo de colaboração entre a Mediare e o TI Rio – Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro. Desta forma, as empresas associadas ao TI Rio terão acesso aos serviços de mediação da Mediare a preços reduzidos, além de poderem utilizar as instalações da agência para realizar reuniões.

De acordo com Tânia Almeida, esses serviços já estão disponíveis e vão beneficiar o setor carioca de TI.

O processo de mediação da Mediare é composto por uma análise do conflito, pelo estudo das entidades envolvidas na disputa, pela escolha do mediador mais adequado e por uma primeira reunião (a que a instituição chama de “pré-mediação”). Depois de passada essa fase, será definido o molde sob o qual acontecerão as reuniões seguintes.

“A mediação permite que as emoções sejam respeitadas e consideradas, ao contrário da justiça comum. As partes em conflito muitas vezes perdem a capacidade de diálogo e prejudicam as decisões. A mediação oferece oportunidades de desarmar o ímpeto gerado pela crise”, explicou Tânia Almeida.

Vendo a mediação de um outro ângulo, Gilberto Martins, da firma Martins Almeida Advogados, afirmou que a tecnologia permite que esse processo possa ser feito remotamente. “Passamos a mediar por meio de sistemas automatizados de disputa, como softwares e sites que permitem que as partes ofereçam seus lances e propostas de valores, de forma sigilosa e, com o cruzamento dos dados seja apresentada a melhor proposta”, disse o advogado.


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