Rio Info 2015: nuvem híbrida ganha destaque entre as empresas

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A nuvem híbrida é, cada vez mais, o modelo de computação escolhido pelas empresas. Nos dias de hoje, a computação em nuvem não é mais apenas uma forma de reduzir as despesas de manutenção de infraestrutura, mas também uma forma de agilizar e fazer crescer o próprio negócio.

*com Filipe Pimentel

O responsável pela área de virtualização da EMC na América Latina, Rodrigo Gazzaneo, afirmou, durante o Rio Info 2015, que a adoção de soluções de nuvem híbrida já é uma tendência entre as empresas, agregando uma série de recursos e serviços que respondam às necessidades da companhia.

Gazzaneo realça que “É preciso que cada aplicação seja avaliada sob a ótica de suas necessidades de tecnologia, segurança, governança e regulamentações para definir qual é a plataforma adequada”.

Sendo a nuvem uma plataforma diferente, com suas próprias particularidades e requisitos, nem todos os aplicativos podem ser para lá transferidos da forma como vêm de outras plataformas, pelo que, por vezes, é necessário efetuar alterações nos programas para que possam correr na nuvem. “A arquitetura tem que ser projetada para o ambiente da nuvem, se não pode não ter o mesmo desempenho”, referiu ele.

Há medida que a computação na nuvem foi crescendo, a empresas foram deixando de vê-la somente como uma forma de diminuir despesas de manutenção de infraestrutura e começando a olhar para ela como uma ferramenta que incrementa o crescimento do negócio e o torna mais ágil e flexível às mudanças.

Falando do lado do desenvolvedor, Gazzaneo disse que a computação na nuvem o libertada da infraestrutura física, e é aí que reside a grande vantagem desse modelo. Isso permite que os desenvolvedores possam aumentar seu foco no código e não desperdiçar com assuntos relacionados com operações ou manutenções de infraestrutura.

O responsável do negócio latino-americano da EMC acrescentou que a computação na nuvem é cada vez mais utilizada através de modelos de Plataforma como Serviço (PaaS). “O PaaS se encaixa bem com o método ágil de desenvolvimento porque permite seu código em ambientes padronizados provisionados e liberados sob demanda, e acelerar o ciclo de liberação para implementar integração contínua”, explica Gazzaneo.

Ele acredita que a nuvem é um elemento inovador e disruptivo, pois tem vindo a tornar muitos modelos de negócio obsoletos e a criar grandes atores tecnológicos, como a Uber ou a Netflix, cujos serviços têm operado profundas mudanças no setores onde se movimentam.


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