Cibercrime está em alta na AL. Brasil é um dos principais alvos de hackers

Segurança

É o que identificou o estudo Cybersecurity Latin America Report, patrocinado pela Nexusguard, empresa global de segurança da informação, e conduzido pela Cybersecurity Ventures. O levantamento mostra ainda que a América Latina é uma região vulnerável a ataques e aponta um mercado promissor na área de segurança da informação.

Entre os principais pontos e estatísticas de mercado identificados está o fato de o mercado latino-americano de cibersegurança apresentar estimativa de crescimento de US$ 5,29 bilhões (valor registrado em 2014) para US$ 11,91 bilhões até 2019.

Já o mercado brasileiro de segurança digital deve atingir US$ 7,29 bilhões nesse mesmo período. O Brasil perde mais de US$ 8 bilhões por ano por conta de cibercrimes, o que o torna a segunda maior fonte de cibercrimes no mundo e o número um na América Latina. O cibercrime responde por 95% das perdas sofridas pelos bancos brasileiros.

De acordo com a Nexusguard, vários sites relacionados à Copa do Mundo foram alvos de ataques DDoS no ano passado. Os ataques de DDoS cresceram 132,43% no segundo trimestre de 2015, quando comparados com o mesmo período do ano passado, com o Brasil despontando como um dos alvos preferidos pelos hackers, possuindo 11% de todos os ataques registrados no mundo.

“Esse estudo fornece uma visão geral do atual estado do cibercrime na América Latina e aponta a necessidade das companhias e cidadãos pensarem como podem se proteger e proteger seus dados, em particular, de ataques DDoS, que estão se tornando mais complexos e frequentes”, afirma Bob Booth, diretor-geral da Nexusguard para a América Latina e Caribe.

Ele acrescenta que com um número crescente de ciberataques e hackers atuando no Brasil, é importante contar com tecnologias capazes de proporcionar proteção e monitorar potenciais ataques nocivos por meio da Internet.

“Com o aumento no volume de ameaças de DDoS, esperamos ver o crescimento de empresas especializadas na proteção a esse tipo de ataques – incluindo avaliação de risco, teste de ataques e prevenção”, afirma Steve Morgan, editor-chefe da Cybersecurity Market Report.

“Se você não conta com especialistas no combate a ataques de DDoS, então você é como alguém que leva uma faca para enfrentar um tiroteio. Algumas ameaças de DDoS são tão graves que podem tirar uma companhia do ar”, destaca o especialista.


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