Data Lake é bola da vez em Big Data

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É o que o mostrou o painel apresentado no último dia do Futurecom 2015 (29/10), em São Paulo. Indústria e operadoras levantaram a bandeira da eliminação dos silos de informações e a centralização do armazenamento de dados como forma de agilizar ações, promover a inovação e modernizar processos de negócios.

O debate aconteceu sob o tema A evolução do mercado de Big Data & Analytics e o seu potencial para o crescimento dos negócios e convergiu para a urgência em construir um único repositório de armazenamento de dados, chamado de Data Lake, e dessa forma prover, a partir deles, a informação para todas as áreas da empresa.

Esse modelo de arquitetura proporciona maior desempenho de armazenamento e possibilidades de uso de ferramentas analíticas e de extração inteligente para transformar os dados em informação estratégica. É o que defendeu Emílio Silveira, diretor de Consultoria da EMC Brasil.

Alinha-se com ele Adolfo Abreu, gerente Sênior de Desenvolvimento de Negócios da Oracle Brasil. O executivo diz que a construção de um Data Lake pode gerar inúmeras oportunidades de negócios e insights capazes de transformar os negócios. “Nossa solução trata dois pontos importantes: Data Fast, que possibilita ações em tempo real e Analytics que reúne e usa o conhecimento da própria empresa.”

Eliminar os silos de dados e adotar Data Lake é o que fez a TIM. Alberto Camardelli, diretor de Sistemas de Suporte da TIM Brasil, no entanto, alerta que não é um processo tão simples e a primeira fase, da desconstrução e construção da nova infraestrutura, é bastante complexa e difícil. “Big Data não é somente armazenar dados. Gera muita expectativa em relação à disponibilidade e à velocidade na extração dos dados”, alerta Camardelli.

E depois vem o desafio da segunda fase, que é a de responsabilidade da TI, no sentido de alimentar o sistema com os dados, prossegue Camardelli. “Para garantir a integridade das informações, a veracidade dos dados, temos de contar com pessoas capacitadas e também para promover a segurança na alimentação desse repositório centralizado”, ensina.

A modernização do tratamento da informação, na avaliação do executivo da TIM, possibilitou à operadora ser mais assertiva na relação entre o que o usuário deseja e o que é entregue a ele.

Elena Gil Lizasoain, diretora global de BI & Big Data dada Telefônica Vivo, também diz que Big Data é uma realidade hoje na operadora, “mas não foi nada fácil”. Segundo ela, a criação do ecossistema inicial foi bastante complexo, necessitando reunir todos os dados dispersos na organização e assim como na TIM, precisou contar com o talento dos profissionais para construir o Data Lake com dados adequados. “É muito fácil se perder no oceano de dados. A maior parte do insucesso das implementações de Big Data acontece por essa razão”, relata.

Elena destacou que o armazenamento de casos de sucesso ajuda muito na construção de estratégias mais assertivas e que a partir dessa nova arquitetura foi criado o Smart Marketing, que pôde desenhar ofertas mais especializadas para os clientes.

Pelo visto, por meio do Data Lake, as empresas podem se tornar mais eficientes, econômicas e transparentes e até mesmo mais inteligentes e lucrativas.


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