IBM: das nuvens à meteorologia

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A IBM comprou o negócio B2B da “The Weather Company”. O acordo incluiu as plataformas móveis baseadas na cloud – WSI, weather.com, Weather Underground – e ainda a própria marca The Weather Company. E apesar dos detalhes financeiros não terem sido divulgados, o diário “The Wall Street Journal” avançou com um valor superior a US$ 2 bilhões. A transação deverá estar completa no primeiro trimestre de 2016.

De fora do acordo, fica o segmento TV – The Weather Channel – que apesar de não estar no pacote de compra vai continuar a ter acesso aos dados analíticos e de previsão meteorológica, ao abrigo de um contrato de longo prazo. “A combinação da tecnologia com as competências das duas empresas vai servir de base à criação da nova Unidade Watson IoT”, diz o comunicado enviado à comunicação social.

Segundo a tecnológica, esta aquisição juntará a poderosa plataforma cognitiva e analítica da IBM, o super sistema Watson, com a dinâmica plataforma de dados na cloud da “The Weather Companya base da quarta app mais utilizada diariamente nos Estados Unidos, que gere 26 mil milhões de pesquisas diárias.

“Desta forma, o acordo permitirá que, de uma forma ainda mais célere, a IBM venha a recolher, armazenar e analisar uma maior variedade de dados globais, capacitando a plataforma Watson com dados ainda mais sofisticados e reais”, lê-se no comunicado.

Com a finalização do negócio, os vários assets tecnológicos da “The Weather Company” ficarão a cargo da IBM, incluindo as equipas mundiais de especialistas em dados meteorológicos, as capacidades precisas de previsão e a plataforma cloud que agrega, processa, analisa e distribui um grande volume de dados em grande escala e em tempo real.

“Os modelos sofisticados de análise da companhia norte-americana permitem analisar dados de três mil milhões de pontos de referência de previsão meteorológica, de mais de 40 milhões de smartphones e de 50 mil voos diários, disponibilizando uma ampla gama de produtos e serviços a mais de 5000 clientes de várias indústrias, desde os media, à aviação, utilities, seguros e entidades públicas e governamentais”.


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