Para Telecom Italia futuro da inovação está no 4G

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Quais os reais desafios hoje para as teles? De acordo com Marco Patuano, CEO da Telecom Italia, as empresas do setor precisam gerenciar o declínio dos serviços tradicionais de telefonia e melhorar o volume de dados disponíveis atualmente.

No segundo dia do Futurecom 2015, evento de telecomunicações que acontece em São Paulo até o dia 29, o executivo apontou quais mudanças as operadoras de telefonia devem estar atentas. Segundo Patuano, mesmo depois de 27 anos de seu lançamento o 2G ainda funciona e deve continuar ativo devido ao declínio do 3G e a lenta adoção do 4G. Além disso, os serviços tradicionais (como os de telefonia fixa) precisam ser reinventados e produtos como dispositivos com múltiplos chips em breve devem sair do mercado.

“Serviços inovadores devem surgir sobre os pacotes de dados, especialmente no 4G, pois a atual rede 3G não comportaria as mudanças necessárias. O LTE é o nosso motor para o crescimento”, disse Patuano ao informar que os investimentos da Telecom Italia em infraestrutura no Brasil em 2016 serão maiores que os realizados no país este ano.

De acordo com o CEO da Telecom Italia, além dos serviços tradicionais e de dados, as empresas também precisam ficar atentas aos projetos de Internet das Coisas que estão crescendo, mas ainda carecem de modelos de negócios para serem explorados.

Regulação do mercado

Patuano também comentou as disputas entre as teles e as OTTs (over-the-top, em inglês) como WhatsApp e Netflix, e pontuou que é preciso entender e captar o valor dessas empresas.

“Não estou aqui para pedir ao governo que proteja as teles. Temos que entender porque elas estão ganhando. As OTTs não são serviços, mas sim plataformas que gerenciam a oferta e a demanda dos usuários. E se então as teles passassem a oferecer plataformas?”.

O executivo acredita que apostar em produtos OTN (over-the-network, em inglês) pode ser um diferencial para as teles, pois estas já possuem proximidade com o cliente e oferecerem qualidade e segurança. “Isso pode estimular o desenvolvimento de inovação na rede trazendo novos serviços e ampliando a competitividade no mercado”.


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