Preocupação, ousadia e urgência regem nova gestão do Minicom

GestãoOperadorasRedes

Neste segundo dia (27) do Futurecom 2015, que acontece em São Paulo e se estende até o dia 29, o Ministro das Comunicações André Figueiredo optou por um discurso mais focado em resultados alcançados e os que serão conquistados, com algumas alusões à crise econômica, contudo apontando para a certeza de recuperação.

E estimou: “Em meados de 2016, teremos indicadores bem diferentes e entraremos no caminho da segurança. Temos de ter preocupação, ousadia e, em especial, absoluto senso de urgência para eleger as melhores vias de atingir nossas metas”.

É um desafio ainda maior para quem está há apenas três semanas responsável por uma pasta, que vivencia momento de grandes necessidades de transformações, discussões, revisões e decisões. “Espero que os senhores, que estão há muito mais tempo nesse setor, compreendam que estou me esforçando muito para entender e saber mais sobre esse mercado e tudo farei para atingirmos nossas expectativas e necessidades”, alinhou sabiamente Figueiredo.

O Ministro das Comunicações alertou que embora o faturamento do setor de telecom esteja em franca expansão, ainda apresenta resultado apenas um pouco acima do IPCA. “Significa que a lucratividade está sendo achatada. Por essa razão, é preciso colocar em prática medidas para melhorar esse cenário”, pontuou Figueiredo.

No pouco tempo à frente do Minicom, Figueiredo fez a lição de casa e apresentou as prioridades da sua gestão: levar para 70% dos municípios redes de transporte de fibra óptica; chegar em metade dos domicílios urbanos com redes de acesso de fibra óptica; lançar satélite geoestacionário para banda larga e comunicação estratégica; implementar duas saídas internacionais por cabos ópticos submarinos; e implementar rede móvel de banda larga para segurança e defesa nacional.

Mas também apontou três desafios do Ministério das Comunicações para que sejam alcançadas as prioridades: expandir a banda larga fixa, aumentar a velocidade média do acesso no Brasil e qualificar ofertas de serviços públicos.

A expansão da banda larga fixa foi mais uma vez um item mencionado e ressaltou os 2,6 milhões de acessos conquistados pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que tem meta de atingir 70% dos municípios brasileiros até o final de 2018, início de 2019, atingindo 90% da população. Atualmente, 47% dos municípios já estão cobertos.

Embora não queira se comprometer com prazos, em razão de muitas decisões a serem tomadas no momento, Figueiredo estima que em quatro anos, a intenção é atingir velocidade de 25 Mpbs, ante os 5,5 Mbps de 2014.

Mas toda essa movimentação necessita de alinhamento com o Congresso Nacional no sentido de obter flexibilização para eliminação da desoneração de equipamentos de tecnologia, prevista na Lei do Bem. O Ministro das Comunicações adianta que o Minicom está trabalhando com o Congresso Nacional para manter alguns equipamentos de baixo custo na lista de desonerados. “A Medida Provisória está perto de ter relatório concluído e nosso contato com o relator tem sido constante”, disse.

Preocupações

Na pauta das urgências está, certamente, a atualização do Marco Regulatório do setor. Segundo ele essa necessidade impacta no atingimento dos objetivos do Minicom e voltou a realçar o modelo de “diálogo” amplo com todos os atores que envolvem a cadeia do programa como governos, academia, entre outros. A meta, reforça, é criar novas metas de universalização, mais adequadas à realidade.

O ministro voltou a citar a liberação da faixa 700 MHz, ocupada hoje pelos canais de TV aberta em tecnologia analógica. O município de Rio Verde, em Goiás, tem piloto programado para 29 de novembro deste ano. “O desligamento do sinal na faixa vai possibilitar a ampliação do serviço de telefonia e internet 4G no Brasil”, disse.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor