Teles precisam se preparar para “boom” da TV móvel, diz Ericsson

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A popularização de smartphones conectados à internet móvel abre novas oportunidades de negócios para as operadoras de celular incrementarem a receita com serviços de valor agregado. Mas para que isso aconteça, as teles precisam promover uma transformação digital de sua infraestrutura para terem mais agilidade nas entregas e melhorar a experiência dos usuários, acredita Per Borgklint, vice-presidente da unidade de Business Support Solutions da Ericsson corporation.

Durante visita recente ao Brasil, Borgklint analisou o mercado local de telecomunicações e comentou sobre a importância de as operadoras reforçarem investimentos em OSS/BSS ou sistemas de suporte à operação e ao negócio. O executivo observa que hoje o consumidor fica muito tempo conectado pelos dispositivos móveis, o que aumentam as possibilidades para venda de serviços com novas funcionalidades.

Entre suas apostas estão as ofertas de OTT (Over the Top), ou seja, conteúdos de vídeo que para que o consumidor possa cessar TV móvel pela internet onde quer que estejam e a qualquer hora.

O avanço das redes baseadas em Long Term Evolution (LTE) e as novas implementações de 5G, segundo Borgklint, vão impulsionar os serviços de vídeos. O Mobility Report”, estudo global divulgado pela Ericsson em junho de 2015, prevê que em 2020 haverá cerca de 50 bilhões de dispositivos conectados à internet móvel. Entre estes, 15 bilhões terão capacidade para rodar vídeos.

Ainda de acordo com Ericsson, os serviços de vídeo vão representar 90% do tráfego de dados móveis em 2020. Essas projeções, segundo Borgklint, sinalizam que as teles precisam preparar para as mudanças de comportamento dos usuários e suas novas demandas. “As operadoras têm que melhorar a experiência dos consumidores, oferecendo vídeos com qualidade e rapidez na entrega”, ressalta o executivo.

Para sair na frente com essas ofertas, o vice-presidente da unidade de Business Support Solutions da Ericsson, aponta a necessidade de as teles dotarem suas redes de inteligência para aprimoramento da gestão da infraestrutura, permitindo implementações rápidas de novos serviços com redução de custos.


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