Teradata lança soluções para “ouvir” Internet das Coisas

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No arranque do Teradata Partners 2015, na Califórnia, empresa de analytics mostra enfoque na Internet das Coisas, Marketing unificado e novas plataformas de hardware.

* em Los Angeles

Lâmpadas inteligentes, assistentes digitais por voz, geladeira conectada, smartwatches: em 2020, 50 bilhões de aparelhos estarão equipados com sensores e a Internet das Coisas (IoT) pesará 11% na economia mundial. O mercado já está repleto de aparelhos do cotidiano que geram quantidades incríveis de dados, sem dúvida uma das maiores tendências atuais na área de Tecnologias da Informação e um dos repositórios mais ricos de dados no futuro. É por isso que a Teradata está lançando duas novas soluções de software que permitirão às empresas “ouvir” o que se passa na Internet das Coisas e extrair padrões dessas quantidades dispersas de dados: Teradata Listener e Teradata Aster Analytics on Hadoop. As novidades foram avançadas no arranque do evento Teradata Partners 2015, que decorre esta semana em Anaheim, Califórnia.

“A Internet das Coisas está acelerando muito rapidamente”, afirmou o vice-presidente de engenharia e presidente da Teradata Labs Oliver Ratzesberger, ao início do evento. “Empresas como a Siemens estão investindo muito em sensores e na recolha de dados. Os volumes são tão grandes que é difícil integrá-los”, notou. “É preciso uma digestão dos dados em tempo real, e as empresas precisam de uma infraestrutura dedicada para captá-los e analisá-los.”

Essa estrutura é a Teradata Listener, uma plataforma desenvolvida de raiz para integrar os dados que são gerados em tempo real, e que tem uma perspetiva de ‘self service’ para os programadores: eles poderão registrar e integrar facilmente novos tipos de dados na hora, vindos por exemplo de um novo aplicativo móvel. A ideia é combinar dados da Internet das Coisas com dados operacionais e comportamentais. O objetivo último, segundo o co-presidente Hermann Wimmer, é alcançar não um “Analytics da Internet das Coisas”, mas um “Analytics de Tudo.” “Esta é a próxima onda tecnológica”, afirmou.

A outra solução que a Teradata está anunciando em Anaheim é a Aster Analytics on Hadoop, que integra a oferta de analytics da empresa com mais de 100 técnicas distintas e sete aplicações verticais correndo diretamente sobre Hadoop. “Estamos alargando o escopo e colocando a solução em cima de Hadoop, em infraestruturas existentes”, indica Oliver Ratzesberger, revelando que tudo estará disponível no primeiro trimestre de 2016.

Será também no início do próximo ano que, pela primeira vez, a Terata irá chegar à cloud pública: primeiro em Amazon Web Services, depois Microsoft Azzure, e por aí adiante. “É uma tremenda mudança de direção para a Teradata”, reconheceu Ratzesberger, falando do percurso de migração da plataforma para lá do hardware proprietário. Este lançamento já tinha sido anunciado no início de outubro.

No que respeita a hardware, também há novidades: o Active Enterprise Data Warehouse 6800, 25% mais poderoso, e o Big Data Platform 1800, focado “na escala extrema de dados” e Internet das Coisas, com “o custo mais baixo da indústria por terabyte.”

Curiosamente, foi divulgada no final da semana passada uma pesquisa da F-Secure sobre a Internet das Coisas na qual os usuários brasileiros se mostraram muito preocupados com a segurança de seus aparelhos conectados. Uma questão, segundo Oliver Ratzesberger, que é “fundamental” e está sendo devidamente acautelada com parcerias entre a Teradata e várias empresas nessa área, como a Protegrity e HP Data Security.

Marketing “individualizado”

A divisão Teradata Marketing Applications também está em destaque, com o lançamento da nova versão da Teradata Integrated Marketing Cloud. Aqui o foco está no Marketing Individualizado e na necessidade de unificar todos os dados de interação com o cliente, desde o centro de contato e email a buscador e compra no varejo online e offline. “A personalização em massa não é muito pessoal”, brincou Jenne Barbour, diretora de estratégia global de marketing da Teradata. “Não importa como o cliente decide interagir com seu negócio, podemos unificar todas as interações”, resumiu. Como isso é feito? A ‘cloud’ integrada da empresa inclui soluções de gestão de recursos (Marketing Resource Management), marketing multi-canal (Omni-channel Marketing), analytics e marketing digital. “É um ótimo momento para ser marketer”, disse o co-presidente Bob Fair. “O desafio é que a explosão de canais digitais criou usuários que controlam suas próprias experiências.” O marketer só pode tentar se atualizar. “O marketing individualizado é a solução”, concluiu Bob Fair.