Virtualização e inovação são apostas para futuro do setor de telecomunicações

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Como as empresas de comunicação podem inovar dentro de um cenário de profundas transformações? Esta foi a pergunta que norteou o painel de discussão sobre o futuro do setor, neste segundo dia da Futurecom, que contou com representantes das empresas NEC, Huawei, Oi, Claro, TIM, Algar Telecom, Nokia, Ericsson, Alcatel-Lucent, além da participação de João Rezende, presidente da Anatel, e Maximiliano Martinhão, secretário do Ministério das Comunicações.

Os participantes debateram sobre as tendências e suas visões para os desafios e oportunidades envolvendo o setor. Entre todos há um consenso: o uso da tecnologia é uma solução para a crise de eficiência.

E todos concordam que os serviços de OTTs (Over-The-Top), como os oferecidos pela Netflix e WhatsApp, não devem ser vistos como “inimigos” e o setor deve encontrar um equilíbrio para trabalhar em conjunto com essas empresas.

“As OTTs fazem bem para o livre mercado e o problema entre essas empresas e o setor de telecomunicações está no modelo de negócios adotado pelas detentoras da infraestrutura e isso que deve ser reorganizado”, afirmou João Rezende, presidente da Anatel.

Os participantes também abordaram as dificuldades e desafios de se ajustar às transformações digitais, com uma necessidade de mudanças possíveis em curto prazo tendo em vista as demandas atuais dos usuários, bem como um olhar cuidadoso de médio e longo prazo que exige investimentos pesados em infraestrutura.

“Em 2019, prevemos um crescimento de até 10 vezes do uso de dados. Esse cenário nos faz considerar três itens que serão necessários desenvolver até lá: pensar em escala para investir no futuro, sustentabilidade econômica e inovação”, disse Rodrigo Abreu, presidente da TIM Brasil.

Uma aposta levantada pelos participantes é a virtualização, que traria consigo também fortes investimentos em infraestrutura e melhorias nos serviços para o consumidor. A Alcatel-Lucent trouxe exemplos de como a tecnologia pode ajudar no desenvolvimento de uma sociedade, mas afirmou que para isso será necessário unir esforços de empresas e governo para facilitar regulamentações e incentivar a inovação em detrimento da competição.

“A ultra conectividade e máquinas com rápido processamento criam mais demandas no uso de dados e ainda são um problema para as teles. Recentemente, por exemplo, um campeonato de League of Legends nos EUA teve mais de 11 milhões de streamings simultâneos e consumiu 9TB de dados”, afirmou Javier Falcon, presidente da Alcatel-Lucent no Brasil.

Nokia, Ericsson e Huawei também demonstraram preocupação com o aumento vertiginoso no consumo de dados móveis e acreditam que as empresas devem investir pesado em inovação e modelo de negócios para produtos voltados para Internet das Coisas.

“Ainda há muitos desafios para se pensar. Veja este cenário: uma única operadora com 10 milhões de usuários chega a realizar duas mil vezes mais transações por dia do que a Visa realiza em todo o mundo. Devemos tratar esse cenário do setor de comunicações em outra escala e investir na virtualização”, apontou Dimitri Diliani, vice-presidente da Nokia para América Latina.