Somente 7% das empresas são puramente SaaS, diz estudo da Abes

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A Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) divulga o resultado da sua pesquisa sobre o Mercado Brasileiro de software como serviço (SaaS). De acordo com a entidade, esse é o primeiro estudo dedicado ao segmento no Brasil e partiu da necessidade de identificar melhor a atuação das empresas de software nesse novo meio de comercialização e ajudá-las a aprimorar os negócios.

O levantamento, preparado pelo Comitê SaaS da Abes, abordou 136 empresas de software localizadas no Brasil, e identificou as melhores práticas, objetivando fomentar a inovação e orientar as companhias interessadas em migrar suas soluções para o formato de venda como serviço.

“A primeira constatação que tivemos com a pesquisa foi sobre o equívoco existente no mercado em relação ao conceito de empresa SaaS. Muitos acreditam que somente ter uma oferta na nuvem caracteriza uma empresa como sendo SaaS”, diz Lauro de Lauro, coordenador do Comitê SaaS da Abes.

Segundo ele, para se caracterizar como uma empresa de SaaS, de acordo com o IDC 2010 Software Taxonomy, a organização precisa ter o seu negócio como um todo voltado para esse modelo, além de ter uma aplicação.

Por essa razão, explica, o estudo levou em consideração a proposta de valor aplicada pela empresa, seu modelo de negócios, investimento em Marketing, vendas e gestão da companhia.

Uma empresa puramente SaaS, revela a pesquia, requer as seguintes características: não requerer instalação específica para cada cliente; customizações padronizadas e adaptáveis a todos os clientes; arquitetura do software orientada a serviços, implantação e operação criadas para a máxima eficiência; contratação do serviço não envolvendo questões de licenciamento; entrega do software feita, necessariamente, por meio de um navegador ouapps mobile; foco na experiência do usuário; alta escalabilidade e preços agressivos.

Com isso, a pesquisa permitiu identificar e caracterizar dois grupos distintos de empresas. As orientadas ao mercado empresarial – Empresarial ASP e Empresarial SaaS; e as voltadas ao mercado de consumo – ASP e Pura SaaS.

Entende-se por ASP as empresas de provisionamento de aplicações como serviço Application Service Provisioning (ASP), que tecnicamente é diferente de SaaS, de acordo com a Abes.

Do total das 136 empresas de software que responderam à pesquisa, 3,7% de todas as empresas de software identificadas no estudo Mercado Brasileiro de Software e Serviços Abes 2015 – somente 7% se enquadraram como puramente SaaS. A maioria, 56%, foi classificada como ASP.

Cerca de 12% das empresas de software que responderam ao estudo afirmaram que não estão prevendo uma oferta SaaS. Já 74,3% afirmaram ter um produto comercializado por meio da internet. Dessas, 79,8% existem há mais de 12 meses.  Pouco mais de 37% tem faturamento inferior a 10%, contra 31,3% acima de 70%. Das empresas “Pura SaaS”, 83,3% têm faturamento superior a 70% com o SaaS.

Entre os motivos que levaram uma empresa a criar um produto SaaS, 42,4% afirmaram que a decisão partiu da evolução natural dos produtos existentes e 22,2% devido à identificação de uma oportunidade.

Nas entrevistas qualitativas, ficou claro que o SaaS é um benefício para as empresas que desejam aceleram suas atividades, reduzir custos e focar os esforços da TI no negócio. Também foi identificado que a jornada das empresas de software para o SaaS é fundamental para a sobrevivência do negócio no futuro e que existe uma preocupação em adotar o modelo.