TIM estará empenhada no 4G em 2016, diz presidente no Brasil

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Os esforços da operadora estarão em grande parte voltados para acelerar o 4G, de acordo com Rodrigo Abreu, presidente da TIM Brasil, em encontro com jornalistas em São Paulo. Afinal, trata-se de um castelo de cartas. As migrações do 2G para o 3G impulsionaram este último, que começará a encolher quando saltarem para o 4G, segundo Abreu.

Para fortalecer a sua estratégia, a TIM está apoiada em ações que envolvem especialmente a participação no leilão de sobras que será realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), programado para acontecer ainda neste mês de dezembro, no dia 17.

“Uma das maiores vantagens desse leilão é que ele é bastante granular, ou seja, envolve oportunidades em variadas regiões do País”, disse Abreu, acrescentando que o maior interesse da operadora é pela Banda P, que contempla a faixa de 10 MHz, em 2,5 GHz, que permitirá aprimorar o 4G, que hoje é responsável por 10% da base da TIM. “Já temos o 4G em todas as capitais do País. Registramos 58% em cobertura 4G no Brasil neste mês de dezembro. Temos a maior cobertura 4G no País”, comemora.

O presidente da TIM reafirmou ser um momento de grandes transformações no segmento de telefonia móvel e reitera o posicionamento da empresa em sair do modelo market share para o com foco na eficiência, em resultados e na rentabilidade.

Para 2016, Abreu sinaliza preocupações e avalia que o setor irá amargar momentos difíceis. Segundo ele, a TIM vai fazer de tudo para que não tenha de cortar pessoal, como já aconteceu com outras operadoras que anunciaram demissões significativas e pesada redução em seus quadros. “Mas nossa estratégia está apoiada na eficiência e, então, vamos avaliar todas as possibilidades para esse fim”, pontuou.

O redesenho na área de telefonia móvel foi apontado por Abreu como uma oportunidade a qual estão atentos. Não considera uma movimentação alarmante ou preocupante. “Somos líderes em pré-pago e vamos proteger essa posição. Há uma tendência de concentração do usuário pré-pago em uma única operadora, visto que ele não precisará ficar trocando de chip. Sendo assim, o pós-pago poderá crescer muito, se considerarmos que com a base consolidada do no pré-pago, em razão dessa nova configuração, estamos entendendo que haverá migração importante dessa base para o pós-pago”, explica Abreu.

A explicação de Abreu é pautada na recente estratégia de ofertas da operadora que pôs fim na cobrança diferenciada de chamadas para outras operadoras em todos os seus planos. Dessa forma, os clientes passaram não ter a necessidade de manter o uso de mais de um chip de celular para economizar nas ligações.

Sobre o reincidente assunto envolvendo negociações com a Oi para uma possível fusão, Abreu voltou a afirmar que nunca recebeu nenhum tipo de proposta da operadora ou de qualquer grupo de investidores que poderiam estar intermediando ou participando desse processo e que nunca houve qualquer tipo de negociação para esse fim. “Mas não estamos fechados a análise de consolidações, caso o mercado rume para isso”, disse o presidente da TIM no Brasil, que fez questão também de reiterar que o atual modelo de negócios da operadora não apresenta nenhum tipo de dependência financeira.


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