Uso da tecnologia no ensino pode mudar panorama da educação no Brasil

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A tentativa de reorganização do sistema de ensino no estado de São Paulo foi um dos principais focos de notícias, discussões e motivo de muita repercussão para todos os brasileiros nos últimos meses.

Ocupar escolas, manifestação nas ruas, na internet. Muitos podem não ter percebido, mas foi um marco na história da educação do País. Os jovens, assim como as famílias e os próprios professores cobram participação nas discussões e tomadas de decisões e, principalmente, querem mudanças e melhorias nos processos e métodos de ensino.

“Acredito que essa mudança de comportamento e a nova geração de estudantes retratam novos ciclos na educação. Toda essa questão trouxe à tona diversas discussões sobre o futuro das escolas, transformações nos sistemas educacionais e eficiência no ensino. Mas o que será exatamente que esses jovens esperam das escolas do futuro? Uma pesquisa realizada pelo New Media Consortium, mostrou que o aluno da geração atual quer, cada vez mais, aprender e estudar em qualquer hora ou lugar, com apoio constante das mídias e das redes sociais”, diz Marcos Abellón, diretor geral da W5 Solutions — empresa que criou a ferramenta multiplataforma Q2L, que utiliza conceitos de gamification para apresentar o conteúdo ao aluno.

Os recursos tecnológicos estão fortemente ligados com a nova ideia de “escola do futuro”. De acordo com uma pesquisa da Penn SchoenBerland, para 77% dos brasileiros, as escolas e professores devem se apoiar mais na tecnologia para melhorar o sistema educacional.

Essa “escola do futuro” focaria na utilização de ferramentas colaborativas, mobilidade e games para integrar a tecnologia à educação.

“No Brasil, já existe alguns institutos e organizações que criam e apoiam práticas educacionais inovadoras, baseadas em tecnologias digitais. Na minha opinião, recursos tecnológicos por si só não darão origem a uma nova educação, mas podem permitir a criação de ações, que facilitem o alto engajamento e o desempenho diferenciado dentro dos sistemas de educação”, conclui Abellón.

De toda forma, ainda é necessário, para que tudo isso aconteça, a criação de um ambiente pedagógico propício para inserção tecnológica. E aí, depende de diversos fatores como o posicionamento dos estudantes, a formação de professores e o acolhimento do próprio estado.

Ainda há um longo caminho e é preciso criar um ambiente pedagógico que permita inserir a tecnologia à educação. Mas os próprios estudantes já estão mostrando como podem mudar a realidade da educação brasileira.


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