Cenário em 2016 será muito ruim, prevê presidente da Stefanini

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Marco Stefanini, presidente da multinacional brasileira Stefanini, estima que este ano (2016) será desafiador e dono de um cenário “muito ruim”. “Os dois anos anteriores, 2015 e 2014, já foram ruins. Para minimizar esse quadro, teremos de usar muito a criatividade para tentarmos ganhar market share e exportar mais”, destacou o executivo.

A expectativa da organização é finalizar o ano (2015) com incremento global de aproximadamente 11%, o que representa faturamento de R$ 2,6 bilhões, contra R$ 2,35 bilhões em 2014. De acordo com a companhia, nesse avanço, a Europa foi a região que mais contribuiu para o crescimento da Stefanini com cerca de 20%.

A previsão de Stefanini aconteceu no final do ano passado (2014) em encontro com jornalistas. “Não é uma estimativa isolada. O mercado está cauteloso, avaliando oportunidades para tentar vencer o que está por vir”, disse.

Stefanini também revelou que a empresa irá prosseguir em sua estratégia de ampliar a internacionalização como forma de driblar o cenário ruim. A internacionalização é uma das principais apostas da companhia para atingir suas metas de crescimento.

Internacionalização em foco

De acordo com o Ranking da Fundação Dom Cabral 2015, a Stefanini é a quinta empresa brasileira mais internacionalizada. Do seu faturamento, 40% correspondem às operações internacionais e, portanto, esse é um dos caminhos para burlar tempos difíceis, além do investimento constante em inovação.

“A presença internacional se traduz em um diferencial importante para a Stefanini”, explica o presidente da Stefanini, que este ano abriu um escritório em Ontário, no Canadá, e outro em Singapura.

A decisão de abrir uma filial em Ontário se deve ao grande investimento que a região realiza no desenvolvimento de tecnologias inovadoras, bem como o porte do seu mercado de TI e Business Process Outsourcing (BPO), a proximidade com o mercado americano e a oferta de vantagens competitivas.

Em Singapura, com PIB per capita considerado um dos mais elevados do mundo, o Grupo Stefanini abriu um escritório juntamente com um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento que, no longo prazo, será um hub para toda a Ásia.

Segundo a empresa, Singapura tornou-se um expoente em tecnologia e tem investido fortemente no desenvolvimento de analytics. O centro de P&D em Singapura atuará em parceria com a Datastorm, empresa do Grupo Stefanini, especializada em Big Data e Analytics, e com institutos de pesquisa locais.

Para este ano (2016), as aquisições continuam sendo parte importante do plano estratégico de crescimento da Stefanini no mercado global e também fazem parte de um plano maior de reverter o cenário desfavorável que se desenha em solo nacional para este ano (2016). O atendimento em 35 idiomas confere uma posição privilegiada e altamente competitiva para a oferta da Stefanini, garante a empresa.

Em 2015, a Stefanini passou por forte transformação investindo em inovação e, por isso, fez algumas movimentações para complementar o portfólio e ampliar o leque de atuação em IndústriaTelecomunicações,Tesouraria e Varejo.


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