Amazon desaponta mercado apesar de subida de 22% nas vendas

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Os investidores esperavam que a Amazon esmagasse as expectativas no quarto trimestre de 2015, mas a varejista online não cumpriu.

As vendas cresceram 22% no período do Natal para 32,7 bilhões de dólares, o que ficou um pouco abaixo dos 33 bilhões que o mercado previa. No caso dos lucros, a subida foi para mais do dobro: 441 milhões de euros, ou 91 cêntimos por ação. Só que os analistas previam ganhos de 1,40 euros por título.

O CEO Jeff Bezos reagiu de forma quase nostálgica, ao anunciar um aumento das vendas anuais de 20% para 98 bilhões de euros e lucros de 546 milhões. Poderiam ter sido melhores sem o impacto das flutuações cambiais, em especial com o fortalecimento do dólar face ao euro e à libra, mas são números sólidos. Todavia, tal como com outras grandes empresas cotadas, a reação depende da expectativa dos mercados.

“Há vinte anos, eu estava a levar encomendas aos correios pessoalmente e tinha a esperança de um dia podermos comprar uma empilhadeira. Este ano, ultrapassamos 100 bilhões de dólares em vendas anuais e 300 milhões de clientes“, disse o CEO. “E ainda assim parece que é o primeiro dia.”

Nos destaques do ano, a Amazon referiu o sucesso da Fire TV e do tablet Fire, a expansão do assistente inteligente Alexa, o crescimento de 51% no número de clientes pagantes do serviço Prime e de 150% no serviço de pagamento Pay with Amazon, entre outros. Foi também um ano em cheio na produção original de séries e filmes, com destaque para “Transparent”, uma série sobre transexualidade, e “Chi-Raq”, um filme de Spike Lee.

Para o primeiro trimestre de 2016, a varejista prevê um volume de negócios entre 24,2 e e 26,5 bilhões de euros, o que representará um crescimento de 17% a 28% em relação ao homólogo. Os lucros operacionais ficarão entre os 92 e os 640 milhões.


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