Brasil está no topo em propagação global de trojans bancários

Segurança

Esse é um dos resultados do estudo global realizado pela Eset, fornecedora de soluções de segurança da informação. O levantamento identificou, entre os meses de janeiro e novembro de 2015, que o Brasil obteve os maiores níveis mundiais de propagação de alguns dos principais trojans bancários. O País respondeu por nada menos do que 82% de todas as detecções globais do TrojanDowloader.Banload, 72% do Spy.Bancos e 52% do Spy.Banker.

“O que chama a atenção é não só o grande volume de detecção de ataques bancários, que hoje são o principal ameaça virtual no País, mas o comportamento particular desse tipo de ciberameaça”, diz Camillo Di Jorge, gerente geral da Eset no Brasil.

Ele acrescenta que no caso do TrojanDownloader.Banload, são utilizados arquivos maliciosos com extensão CPL, encontrados apenas no mercado brasileiro. “Isso demonstra que existem trojans bancários desenvolvidos especificamente para o Brasil.”

O levantamento mostra ainda que há uma desaceleração nas ameaças do tipo Spy.Bancos no Brasil. Em janeiro de 2015, 85% das detecções das diferentes variantes desse código malicioso estavam no País, enquanto que, em novembro, esse índice caiu para 50%.

As ameaças bancárias para Android aparecem como pouco disseminadas em solo nacional. Segundo a pesquisa, apesar de uma tendência de migração das ameaças virtuais para dispositivos móveis, os trojans bancários ainda são pouco disseminados no mercado brasileiro.

Enquanto que o Brasil lidera os trojans bancários para computadores, no caso das ameaças para o sistema operacional Android, o País está entre os que apresentam uma das mais baixas penetrações desse tipo de ataque, ficando fora da lista dos 50 mercados mais afetados por esse tipo de problema.


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