Google abre divisão de realidade virtual

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A Alphabet, holding que detém a Google, decidiu investir à séria na realidade virtual e abriu uma divisão dedicada a este segmento, transferindo o diretor de aplicações Clay Bavor para a liderança da equipa.

A novidade começou a circular quando Bavor mudou a biografia da sua conta de Twitter para “vice-presidente, Realidade Virtual na Google”. O site re/code cita fonte oficial da Google que confirma as mudanças, sem adicionar pormenores.

Há aqui várias questões a notar. Por um lado, a Google não é estranha à realidade virtual: foi dos seus laboratórios que saiu o projeto Cardboard, uma forma low-cost de construir uns óculos VR que funcionam com qualquer tipo de smartphone. Esse é também o conceito do Gear VR da Samsung, mas com hardware a sério por detrás no aparelho. No entanto, o Gear VR resulta de uma parceria com a Oculus, detida pelo Facebook. É aqui que a Google tem de competir mais seriamente.

No I/O do ano passado, percebeu-se que a Google pretende acelerar a adesão aos vídeos 360º, para os quais já preparou o YouTube. A empresa anunciou na altura uma parceria com a GoPro para criar um sistema de gravação destes vídeos; a produção de conteúdos é essencial para o sucesso da realidade virtual, mas depois dos problemas que a Google teve com os Glass, os seus passos nesta área foram muito mais tímidos que a concorrência.

A realidade virtual esteve em grande na feira CES 2016, que aconteceu em Las Vegas na semana passada, mas muitos insiders da indústria mantêm-se céticos. Será este um fenómeno semelhante ao 3D, que acabou por nunca pegar? Ficará confinado aos videojogos e a um nicho de hardcore gamers?

A passagem de Clay Bavor para esta nova divisão provocou também uma mudança executiva; Diane Greene, ex-CEO da VMware, entrou na Google em novembro para liderar as iniciativas cloud da gigante e vai agora tomar conta da divisão de aplicações.


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