IBM compra empresa antifraude IRIS Analytics

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A IBM andava há algum tempo à procura de uma empresa com soluções antifraude bancária, e a decisão recaiu sobre a startup alemã IRIS Analytics. Os valores da aquisição não foram revelados.

O que a IRIS faz é essencialmente ajudar os bancos a detetarem o uso suspeito de cartões de crédito, aplicando ao sistema inteligência artificial. A notícia da aquisição foi avançada pelo diretor da IBM Safer Planet, Bob Griffin, ao site TechCrunch. As duas empresas começam a reunir-se esta semana para discutirem o método de integração.

“Começámos a olhar para uma variedade de funcionalidades e foi assim que descobrimos a IRIS Analytics”, indica Griffin. “Sentimos que era a oferta tecnológica melhor posicionada e mais eficaz em torno da prevenção de fraude e pagamentos em tempo real.”

Este é um problema tremendo para os bancos e entidades de pagamentos. Os cartões de crédito e débito com chip só começaram a chegar em força aos Estados Unidos no ano passado e já há vários esquemas fraudulentos relacionados. Também em 2015, a Apple viu-se confrontada com problemas no sistema de pagamento móvel Apple Pay, que originou uma vaga de fraudes com cartões roubados.

Griffin diz que a IRIS se diferencia por usar um modelo “caixa branca”, que permite às empresas clientes adaptarem os sistemas sem precisarem de voltar ao fornecedor quando os hackers descobrem novas formas de roubar as informações dos cartões. É um contraste com o modelo “caixa negra”, em que o fornecedor controla o acesso e qualquer mudança de processo passa por ele.

Um outro ponto é a aprendizagem automática e cognitiva dos sistemas, que por definição melhoram com o passar do tempo. Isto permite-lhe detectar padrões de fraudes em áreas geográficas e assinalar atividades suspeitas quando se desviam dos comportamentos habituais. A detecção em tempo real é uma chave na resolução deste problemas, mas a IRIS tem espaço de manobra para identificar e aprender com falsos positivos.

Griffin diz ainda que a IBM pretende alargar a integração da tecnologia a mais áreas, e pode fazer sentido ligá-la ao supercomputador Watson, que a CEO Ginni Rometty disse recentemente ser “o primeiro da era cognitiva.”

 


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