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IBM mostra o que o Watson consegue fazer na ‘era cognitiva’

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A CEO da IBM, Ginni Rometty, focou a sua apresentação no CES 2016 em Las Vegas (EUA) no supercomputador Watson, a que chamou de “primeiro sistema cognitivo do mundo”. Três parcerias do Watson na Internet das Coisas foram anunciadas durante a apresentação, que durou uma hora.

* em Las Vegas

A plataforma de Internet das Coisas baseada no Watson já tem 500 parceiros e 80 mil programadores, disse Ginni Rometty, CEO da IBM, acrescentando que a empresa tem 4 mil clientes em Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês). A executiva destacou que, por isso mesmo, há cada vez mais dados a serem gerados e recolhidos. “Mas o que vai diferenciar as empresas é como compreendem esses dados.”

Rometty, que falou numa “Internet das Coisas Cognitiva”, disse que os fatores de sucesso para as empresas serão ter a plataforma certa, alcançar novos formatos de dados e o poder do ecossistema. “É o nascer de uma nova era, a era cognitiva, o negócio digital somado à inteligência digital”, declarou a executiva.

O problema com os dados, disse, é que boa parte deles é “invisível” às empresas. O que o Watson consegue fazer é ir buscar esses novos formatos, como dados de redes sociais, vídeo e até de apps de meteorologia, que Rometty apelidou de “plataformas em tempo real sofisticadas.”

“Temos o compromisso de ajudar a construir uma tremenda capacidade nas áreas de dados e analítica”, ressaltou. “A inteligência artificial é parte da computação cognitiva. Esta é a a era dos sistemas que vocês não programam.Isso é o que o Watson faz.”

Na questão do ecossistema, a CEO foi clara: “Qualquer Internet das Coisas que diferencie o negócio tem de ser cognitiva, porque os dados não vão significar nada a não ser que se tornem cognitivos”.

É nessa seara que a IBM quer solidificar a sua marca. Rometty falou da transformação da empresa, a sua reinvenção nos últimos anos. A apresentação de três parcerias voltadas ao consumidor – com a Under Armour para uma app de fitness que funciona com um wearable, com a SoftBank para o robô Pepper e outra com a Medtronic para uma app dedicada a diabéticos – não quer dizer que a IBM esteja mais próxima de produtos de consumo.

A executiva disse que a IBM é agora “uma empresa de soluções cognitivas e plataforma na nuvem”. Mas com isso, por meio do superpoder do Watson, irá “chegar a milhões, talvez milhares de milhões de indivíduos”.


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Jornalista de economia e tecnologia há mais de dez anos, interessa-se pelas ideias disruptivas que estão a mudar a forma como se consome e se trabalha. Vive em Los Angeles e tem um gosto especial por startups, música, papas de aveia e kickboxing.

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