6 tendências de tecnologias na nuvem para 2016

Cloud
0 0 Sem Comentários

Entre as indústrias que mais cresceram no ano de 2015, a de TI na nuvem marcou seu espaço. A consolidação das tecnologias Cloud proveu empresas de todos os tipos que finalmente a entenderam e optaram pelo melhor cenário para suas companhias.

Pensando nesse cenário de oportunidades, pedimos a Antonio Carlos Pina, Diretor de Tecnologia de Mandic Cloud Solutions — empresa especializada em soluções cloud — que apontasse as principais tendências tecnológicas que se consolidarão nos próximos anos no setor. Confira:

1) Ferramentas de BI ainda mais atreladas ao Big Data
As tecnologias Big Data capazes de armazenar imensas quantidades de dados não-estruturados são suportadas por diversos softwares que permitem estocar petabytes de dados. Agora, as ferramentas de BI foram agregadas à essa tecnologia para fazerem a diferença dentro de uma empresa, de forma que não seja necessário gerar manualmente inúmeros gráficos e tendências. As empresas que já fazem isso tem em suas mãos o poder de consolidação e previsão de fatos e eventos que não eram disponíveis antes.

2) Primeiros passos práticos e ferramentas para IoT
Casas inteligentes, eletrodomésticos que interagem e até roupa conectada à internet. Não se assuste se seu galão de água te avisar que precisa ser recarregado. O Gartner estima que 1,6 bilhão de coisas conectadas serão usadas em Cidades Inteligentes em 2016, um aumento de 39% em comparação a 2015. A internet das coisas está se tornando acessível e já pode ser vista em nosso dia a dia, trazendo conforto, praticidade e segurança. Com isso, o desenvolvimento de ferramentas aumenta para apoiar o crescimento e apropriação da IoT pelos usuários comuns. Parece simples com esses exemplos, mas o IoT guarda desafios importantes tais como o próprio Big Data, endereçamento IP e segurança.

3) Uso de data centers virtuais pela TI corporativa
Atualmente é possível migrar softwares corporativos como ERP, CRM, aplicações de Storage, Web ou Client Server para uma nuvem corporativa do tipo datacenter virtual sem reinvestir na reescrita do software. Ao invés de adaptar o CRM ou ERP, a nuvem se adapta ao aplicativo, garantindo performance e estabilidade como se fosse um datacenter físico com todas as vantagens de nuvem (elasticidade e escalabilidade). Isso permitiu um crescimento de 350% na adoção de datacenters virtuais em 2015 comparado a 2014.

4) Disaster recovery para o uso de data centers virtuais
Devido ao menor custo e tempo de implementação, além da elasticidade da nuvem, poucas empresas hoje contratam data centers físicos e/ou com instalação on-premises. Porém, estes também podem se beneficiar e dar seus primeiros passos com um projeto de disaster recovery (DR) na nuvem que, apesar de complexo, está mais acessível e pode ser feito de forma incremental. O gestor pode integrar seu modelo de nuvem privada ou híbrida com o DR geográfico sem afetar muito seu orçamento e garantir a continuidade da companhia. Um alerta: o provedor do DR tem a obrigação de trabalhar em conjunto com o cliente para garantir o funcionamento da solução, posto que não é uma solução de simples execução.

5) Machine learning para pesquisa e análise de padrões
Machine learning é usar a capacidade dos computadores no reconhecimento de padrões e na tomada de decisões. Voltando ao Big Data, é humanamente impossível revisitar todos os dados históricos salvos dentro de um Data Lake. O uso de Machine Learning para reconhecer dados e padrões é uma necessidade nesses e em outros casos onde a máquina pode descobrir sequências com mais facilidade que seres humanos. Aplicações de visão, audição e classificação automática de informações são possíveis com Machine Learning, que podem ser treinados e executados em gigantescas coleções de dados.

6) Organizações utilizando o backup e storage na nuvem
Empresas dos setores da saúde, financeiro, advocacias e cartórios possuem grandes volumes de dados para armazenamento e é possível ver um aumento constante na contratação de soluções de backup e storage na nuvem. Manter os dados mais recentes dentro do storage local e enviar os antigos para fora, reduz o investimento total (energia, espaço, climatização e suporte) e traz mais segurança para as informações.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor