Cibersegurança: Obama quer ampliar orçamento para proteger governo

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Quando o assunto é segurança da informação, ninguém está totalmente protegido, ainda que seja uma potência como os Estados Unidos. Não por acaso, o seu presidente Barak Obama incluiu em sua proposta de orçamento para o ano fiscal de 2017 a solicitação de nada menos do que US$ 19 bilhões para a segurança cibernética de todo o governo norte-americano. O que representa um aumento de US$ 5 bilhões em relação a este ano, de acordo com funcionários do alto escalão.

A iniciativa vai ao encontro de outras medidas para minimizar o risco crescente representado por criminosos e Estados no mundo digital. De acordo com a agência de notícias Reuters, a solicitação significa um aumento de mais de um terço em relação aos US$ 14 bilhões requisitados em 2015, e irá incluir US$ 3,1 bilhões para a modernização tecnológica de várias agências federais.

As ameaças cibernéticas estão “entre os perigos mais urgentes para a economia e a segurança nacional da América”, afirmou Obama em um artigo de opinião publicado no jornal Wall Street Journal na terça-feira (9/01). A solicitação de fundos adicionais é o sinal mais recente de que a Casa Branca pretende tornar a cibersegurança uma grande prioridade no último ano da presidência de Obama.

A medida vem na esteira de uma série de ataques virtuais de grande porte contra o governo e empresas como a Sony Pictures e a Target, diante das quais se testemunhou uma inércia legislativa e a incerteza por parte do governo quanto à melhor abordagem para as ameaças cibernéticas crescentes.

Essas dificuldades se tornaram públicas no ano passado, quando o Escritório de Administração de Pessoal anunciou ter sido vítima de uma grande invasão que retirou informações sigilosas de aproximadamente 22 milhões de indivíduos de suas bases de dados. A Casa Branca irá anunciar os planos de uma comissão presidencial de segurança cibernética que fará recomendações sobre como fortalecer as defesas ao longo da próxima década. As autoridades, que informaram os repórteres antes do anúncio formal do orçamento de Obama, disseram que irão criar o novo cargo de agente federal-chefe de informações de segurança.

No mês passado, uma agência reguladora governamental relatou ter concluído que o sistema de defesa cibernética do governo, conhecido como Einstein, é ineficaz no combate aos hackers.

“Não importa o quão bons sejamos, jamais iremos impedir 100% das intrusões”, afirmou Michael Daniel, assistente especial do presidente e coordenador de segurança cibernética.

*Com reportagem de Dustin Volz, da Reuters


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