Cisco supera expectativas com crescimento de 31% nos lucros

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A Cisco registrou resultados melhores que o esperado no segundo trimestre fiscal de 2016, findo a 23 de janeiro, com um aumento da procura nas divisões de routers e segurança.

Com um volume de negócios de 11,9 bilhões de dólares, os lucros da tecnológica subiram 31 por cento para 3,09 bilhões, ou 56 cêntimos de dólar por ação, acima dos 54 apontados pelos analistas. As receitas no negócio de routers da Cisco cresceram 5 por cento para 1,84 bilhões de dólares, mas a divisão mais significativa, switches, caiu 4 por cento para 3 bilhões. Na segurança, as vendas subiram 11 por cento para 462 milhões de dólares.

“Entregámos um segundo trimestre forte e estamos gerenciando o negócio extremamente bem num ambiente macro difícil”, disse o CEO Chuck Robbins no comunicado de resultados. “Estamos gerenciando a empresa em duas frentes. Estamos focados na continuidade da forte execução no curto prazo e na inovação para levar nossos clientes para o futuro.” Com os olhos postos na Internet das Coisas, a gigante comprou a Jasper Technologies por 1,4 bilhões na semana passada.

Há outras áreas em que a Cisco está investindo, a nuvem e a analítica. No entanto, os resultados mostram que as vendas na unidade de data centers recuaram 3 por cento, para 822 milhões de dólares. Não foi uma queda significativa para preocupar os investidores, que levaram as ações da empresa a subir mais de 5 por cento nas trocas fora de horas.

“Estou contente com o progresso que estamos fazendo à medida que mudamos nosso modelo de negócio para um com mais software e receitas recorrentes”, sublinhou a diretora financeira Kelly Kramer. A Cisco aumentou os dividendos de forma substancial (24 por cento) para 26 cêntimos de dólar por ação, a pagar no final de abril a todos os acionistas.

Na conferência com analistas após a apresentação de resultados, o CEO Chuck Robbins lembrou que os tempos recentes foram muito voláteis nos mercados globais e que como resultado houve um abrandamento nas despesas das empresas, o que teve impacto negativo nas vendas da Cisco. “Apesar deste abrandamento, executámos muito bem”, defendeu.


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