MWC | Fujitsu: Da vaca que usa um wearable à queda monitorizada de um operário

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A Fujitsu foi uma das empresas que trouxe para o Mobile World Congress casos práticos do uso da Internet das Coisas. E de como este conceito pode efetivamente ser aplicado ao mundo empresarial. E sim, trouxe uma vaca que usa um wearable e demonstrou como se pode monitorizar a queda de um colaborador e, assim, mais rapidamente agir. É o mundo tangível da IoT.

O espaço da Fujitsu no Mobile World Congress permite-nos facilmente perceber como é que o conceito de Internet das Coisas (IoT) pode ser aplicado ao mundo empresarial. São casos altamente tangíveis que muitas vezes não primam pelo facto de serem novas tecnologias, mas antes uma nova abordagem e aplicação desses desenvolvimentos tecnológicos.

Em Barcelona, a Fujitsu mostrou-nos as apostas tecnológica naquele que é um novo mundo conectado (já vamos falar da vaca…), com soluções que integram o conceito de Internet das Coisas.

E apesar de já há algum tempo a empresa nipónica insistir na tecla “Human Centric Innovation”, mais recentemente acrescentou-lhe o “in action”. Em Barcelona, materializou a mensagem que tem vindo a passar ao mercado.

Um quarto virtual

Sala virtual
Sala virtual

Este é provavelmente um dos espaços que mais chama a atenção no stand da Fujitsu. Efetivamente inovadora, nesta sala é possível criar janelas virtuais, podendo transportar para paredes ou mesas a informação apresentada num ecrã de telemóvel, potenciando a partilha de informação em ambientes de trabalho. Um espaço livre de telemóveis, ecrãs, tablets e qualquer outro tipo de dispositivos inteligentes.

Neste espaço, é possível mover com as nossas mãos a informação que pretendemos e até escrever no ar. Sim, porque há um “anel” que converte os movimentos da nossa mão no ar… em caracteres.

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O anel que escreve no ar

O “anel” permite um funcionamento verdadeiramente mãos-livres com capacidade para enviar SMS sem tocar nos equipamentos, escrevendo as letras ou números no ar, que são depois enviados automaticamente via telemóvel. A B!T já tinha tido contacto com este “anel” na 3.ª edição do Fujitsu Innovation Gathering, que se realizou o ano passado, em Madrid e realmente tem uma assertividade incrível.

A vaca conectada

Depois da alface, já esperávamos tudo por parte da Fujitsu que assume o seu compromisso no desenvolvimento da agricultura tecnologicamente avançada. Pois que agora aparece a vaca conectada. Basicamente é um dispositivo que se assemelha a uma pulseira eletrónica e que controla os passos e os níveis de stress do animal. Deste forma, o produtor consegue, através da analítica, perceber quais os melhores dias para a vaca ser inseminada. E até quais as probabilidades dos melhores dias para nascer macho, ou fêmea, podendo assim optar por incrementar a produção de leite, ou de carne. Diariamente, os dados são recolhidos e armazenados na cloud. Uma só vaca pode gerar qualquer coisa como 300 MB de dados por ano.

Monitorização consciente

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Um wearable que deteta uma queda

A Ubiquitousware, a marca da Fujitsu para a interface front-end da Internet das Coisas centrada no ser humano, também teve lugar de destaque nesta feira. E para além de outras soluções, foi curiosa a demonstração de um produto que converte dados de sensor em informação. Sensores que incluem etiquetas e emblemas de localização, uma banda de detecção de sinais vitais e uma estação de monitorização remota.

Por exemplo, trabalhadores na construção, indústria ou agricultura usam a banda sensora para impedir o stress térmico baseado em dados recolhidos no ambiente circundante, bem como uma monitorização do estado de saúde para melhorar o bem-estar do trabalhador. E ainda, como foi demonstrado aqui em Barcelona, a banda pode ser usada para detectar quedas e outros acidentes, permitindo uma resposta proativa.

Escritório sobre rodas

A carinha conectada é praticamente um escritório sobre rodas. Permite conectividade Wi-Fi, stream de dados através de conexões 3G/4G,  comunicações unificadas seguras e aceder a aplicações empresariais no local. Um caso prático dado por Alex Bazin, vice-presidente e chefe da plataforma de negócio digital IoT da Fujitsu Technology Solutions que nos acompanhou numa visita guiada ao stand: imaginemos uma carrinha que vai reparar uma máquina. Chega ao local e vê que lhe falta uma peça. Em vez de voltar à empresa para a recolher, pode comunicar com outras carrinhas que eventualmente tenham a peça. E se precisar de alguma ajuda técnica, pode comunicar com a empresa e em tempo real que, em stream, lhe propicia as devidas informações.

Estas foram apenas algumas das soluções que a Fujitsu trouxe a Barcelona, numa clara demonstração do impacto que a Internet das Coisas vai ter no mercado de trabalho.


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