Poucas empresas são consideradas verdadeiramente digitais, diz estudo

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O relatório “Organizando-se para o digital: Porque a destreza digital é importante”, da Capgemini, provedora global de TI, mostra que poucas empresas têm usado as tecnologias digitais com sucesso para tornarem-se uma organização verdadeiramente digital.

Realizado em parceria com o Centro para Negócios Digitais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (Massachusetts Institute of Technology – MIT), o estudo revela que as companhias que conseguiram explorar de maneira eficiente as tecnologias digitais tinham uma chance duas vezes maior de registrar maior crescimento, lucratividade e satisfação dos clientes em relação aos seus concorrentes.

“Destreza digital”, segundo a Capgemini, é a capacidade de adaptar rapidamente o formato organizacional para obter mais valor com transformações digitais sucessivas, tornando-se, por exemplo, organizações mais inteligentes. Tudo isso, por meio de decisões sistemáticas baseadas em dados, transferência de mais poder de decisão aos funcionários da linha de frente e colaboração integrada entre as áreas.

O vice-presidente sênior de Transformação Digital da Capgemini Consulting, Didier Bonnet, diz que a modificação dos modelos organizacionais tradicionais em modelos digitais exigirá uma mudança complexa. “Mas não temos escolha se quisermos tirar proveito máximo dessa revolução digital“, afirma.

O relatório, o último de uma série que analisa as oportunidades e desafios trazidos pela transformação digital, é baseado em uma pesquisa com 274 executivos do setor, que representam 150 empresas de 28 países. São revelados diversos atributos essenciais que diferenciam a maior parte das empresas digitalmente maduras:

  • Mentalidade voltada ao digital e que priorize as soluções digitais antes de tudo.
  • Experimentação sistemática para impulsionar a inovação por toda a organização.
  • Capacidade de se organizar rapidamente em torno de novas oportunidades digitais.
  • Empoderamento dos funcionários da empresa por meio do acesso aos dados
  • Engajamento dos funcionários, encorajando a resolução de problemas de forma colaborativa.

Outros destaques do estudo:

  • Um pequeno grupo (7%) de importantes empresas exibe uma mentalidade marcada pela destreza e priorização do digital: elas possuem operações totalmente digitais, conseguem se organizar rapidamente, detectam novas tendências e possuem experiência e competência significativa em tecnologias digitais.
  • A maioria das empresas ainda se encontra na fase de transição, tentando lidar com a instabilidade entre os novos modelos organizacionais e os antigos: muitas delas (56%) estão na fase inicial, começando a mudança e formando gradualmente suas competências digitais, enquanto um número considerável (21%) encontra-se num estágio avançado de transição, adotando várias funções digitais para personalização da experiência do cliente, simplificando tarefas rotineiras e facilitando a colaboração interna dentro e além das fronteiras da organização.
  • 16% das organizações estão ‘estacionadas’, não apresentam competência digital significativa, lutam com as possibilidades, são inflexíveis e incapazes de responder às tendências e necessidades do cliente.

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