Qual estratégia de colaboração é adotada pelas empresas no Brasil e no mundo?

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É o que mostra estudo global da Dimension Data, provedora de serviços e soluções de TIC, conduzido pela empresa de pesquisas Ovum. O levantamento abordou 900 participantes com poder de influenciar a compra ou de escolher tecnologias de comunicação unificada e de colaboração nas empresas, em 15 países, incluindo o Brasil.

As análises foram pautadas nos relatos de 580 líderes de TI e 320 gestores de áreas de negócios de companhias com pelo menos mil funcionários. Nesse mix, a pesquisa constatou que essas unidades estão assumindo cada vez mais o papel de construir suas estratégias de colaboraçao, independente da área de TI, incluindo a decisão de compra da tecnologia.

Enquanto no Brasil o que mais atrai os decisores para adoção de tecnologias colaborativas é redução de custos e aprimorar os serviços oferecidos ao cliente, aumentar as vendas é a estratégia de colaboração mais importante em 14% das empresas em todo o mundo, perdendo apenas para o aumento da produtividade, o que é mais importante para 19%. E uma em cada três organizações dizem que o aumento das vendas está entre as três principais formas mais importantes de medir o sucesso de seus projetos de colaboração.

Porém, o relatório avalia que as empresas brasileiras estão em linha com a pesquisa global em definição de estratégia de colaboração, com cerca de 40% das empresas dizendo que eles têm uma estratégia definida para toda a organização.

Fato é que cerca de 60% das áreas de negócios nas empresas do mundo inteiro têm o seu próprio orçamento, independente de TI, para comprar tecnologia de colaboração. A seleção, compra e implementação de tecnologia de colaboração já não é apenas responsabilidade do departamento de TI.

É o que acontece por aqui. Um em cada quatro departamentos de TI brasileiros diz que divide com as áreas de negócios a decisão sobre a seleção de ferramentas de colaboração. Mais de 90% das organizações brasileiras afirmam que as áreas de negócios têm  equipe para suportar ferramentas de colaboração, e quatro em cada cinco dizem que possuem pessoal para implementar a colaboração.

A combinação de um importante mercado local com um país do tamanho do Brasil tem grande influência sobre o desenho de uma estratégia de colaboração em solo nacional, o que pode ser muito diferente para as organizações na Europa ou os EUA.

Por outro lado, quase metade das organizações questionadas têm parceiros de negócios em muitos países. Como consequência, as empresas brasileiras precisam ter uma abordagem equilibrada para a colaboração, apoiando não só as comunicações internacionais, mas também escritórios regionais e parceiros internacionais, aponta o estudo.

Quatro em cada cinco organizações brasileiras concordam que o uso de ferramentas de colaboração atenderam às expectativas ou foram além em relação à melhoria dos processos de atendimento ao cliente.

Ainda mais relevante no Brasil, 85% concordaram que a adoção de ferramentas de colaboração resultou em uma melhor comunicação entre os funcionários e parceiros de negócios e uma melhoria nos processos para os funcionários remotos.

Apenas seis entre dez organizações brasileiras sentiram que as ferramentas de colaboração cumpriram as metas estabelecidas para reduzir custos e ganhar qualquer tipo de vantagem competitiva.

Nuvem é tendência

A colaboração baseada em nuvem é um objectivo estratégico para muitas empresas, aponta o estudo. Contudo, a percepção é que ainda demore algum tempo para acontecer. O levantamento identificou que um em cada três departamentos de TI enxerga globalmente a movimentação da comunicação unificada e da colaboração para a nuvem como tendência mais importante que afeta suas estratégias de colaboração.

No entanto, as organizações estão adotando uma abordagem muito cautelosa para a nuvem, com apenas entre 20% e 25% atualmente contando com serviços de colaboração hospedados. Isto não deve crescer significativamente nos próximos 12 meses, considerando a cautela das empresas em executar suas estratégias de nuvem. Sendo assim, colaboração baseada em nuvem para muitas organizações é um objectivo estratégico e não uma realidade.

Retorno do investimento

Curiosamente, poucas empresas visualizam o retorno sobre o investimento (ROI) como principal meio de medir o sucesso do uso de tecnologias de colaboração. Apenas 4% das organizações medem o sucesso por meio do ROI, enquanto os dados de produtividade e os de redução de custos são formas mais comuns  de justificar seus investimentos em tecnologia de colaboração. “Isso é problemático porque o ROI é uma importante forma de justificar qualquer tipo de investimento em tecnologia.

Dicas para explorar melhor a tecnologia

• Usar a tecnologia de colaboração para conectar funcionários quando estão fora do escritório. As empresas precisam disponibilizar ferramentas de colaboração para os funcionários, independentemente da sua localização ou tipo de dispositivo que estiver usando.
• Os usuários das aplicações de colaboração devem cumprir as normas de segurança e conformidade da empresa. Nos casos em que não o fizerem, as empresas devem mobilizar seu departamento de TI para proporcionar aos empregados alternativas viáveis.
• Melhorar a produtividade, mas não esquecendo lucro. A colaboração é essencial para melhorar a produtividade individual, aprimorando processos de atendimento ao cliente, aumentando a agilidade corporativa e reduzindo despesas de negócios.


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